Haddad descarta retaliar ‘tarifaço’: “Não é o momento”
Ministro afirmou que os produtos brasileiros ficarão mais baratos no mercado americano
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira, 8, que “não é o momento agora” de anunciar uma retaliação às tarifas impostas pelos Estados Unidos.
“A sociedade vai ter que pensar como se portar diante de um fato que é disruptivo do ponto de vista econômico. Não é o momento agora de anunciar medida. É tentar ver se a poeira abaixa, se estabiliza, para que nós possamos começar a nos movimentar, de maneira a nos proteger dessa situação, que é muito tensa mesmo”, disse.
Na avaliação de Haddad, as tarifas globais podem beneficiar o Brasil em certa medida.
“Nossos produtos lá no mercado dos EUA vão ficar mais baratos. Se eu não estou enganado, as tarifas substituíram a política de cotas duras, o que significa dizer que tínhamos um bloqueio de exportação que, a princípio, não existe mais, o que nos permite avançar naquilo que eles importam hoje”, afirmou.
“O Brasil, no quadro geral, está bem. Não tem dívida externa, tem reservas cambiais, tem um saldo comercial bastante robusto, está colhendo uma supersafra, está com taxa de juros alta e crescendo”, acrescentou.
O ministro, porém, ressaltou que o país pode sofrer com o efeito negativo na economia da China, que trava uma guerra tarifária com os Estados Unidos.
no último sábado, 5, entraram em vigor as tarifas adicionais sobre produtos importados pelos Estados Unidos. As exportações brasileiras terão sobretaxa adicional de 10%.
Lula “garante” o Brasil
Na véspera, o presidente Lula (PT) afirmou que as reservas internacionais protegem o Brasil das medidas econômicas adotadas pelo governo americano, “mesmo o Trump falando o que quiser falar”.
“Mesmo o Trump falando o que quiser falar, o Brasil está seguro porque tem um colchão de US$ 350 bilhões“, disse o petista.
Segundo o petista, o colchão cambial garantem o país “até hoje, contra qualquer crise”.
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