Moraes concede prisão domiciliar a manicure ré pelos atos de 8/1
A missionária evangélica e manicure Eliene Amorim de Jesus deixou a prisão neste sábado
A missionária evangélica e manicure Eliene Amorim de Jesus, de 30 anos, deixou neste sábado, 5, a prisão em São Luís (MA) após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que converteu sua prisão preventiva em domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica.
Eliene participou dos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília, e estava detida desde 18 de março daquele ano na Unidade Prisional de Ressocialização Feminina (UPFEM), em Pedrinhas.
Ela responde por crimes como associação criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado.
A missionária foi indiciada e denunciada pela Procuradoria-Geral da República com base em sua presença nos acampamentos. Eliene alega que participava das manifestações como observadora.
A soltura ocorreu após quatro pedidos anteriores de liberdade negados por Moraes. Entre as restrições impostas, Eliene está proibida de usar redes sociais, conceder entrevistas sem autorização do STF e manter contato com outros investigados.
A Secretaria de Administração Penitenciária do Maranhão (SEAP-MA) deverá enviar relatórios semanais ao Supremo.
Segundo a defesa, o caso agora aguarda a apresentação das alegações finais. “Após isso, o processo estará concluso para sentença”, disse a advogada Andrecia Ribeiro de Oliveira, que atua ao lado de Marcelo Souza Cardoso.
Bolsonaro se manifesta
O caso de Eliene tem sido usado por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Neste sábado, Bolsonaro publicou em suas redes sociais uma nota em que afirmou que a missionária está sendo punida injustamente por “acompanhar os acampamentos como pesquisadora, com papel e caneta na mão”.
“Ela só foi solta porque o caso foi denunciado e ganhou repercussão”, escreveu o ex-presidente nas redes sociais.
Na publicação, Bolsonaro aproveitou para convocar apoiadores a participarem de um ato neste domingo, 6, na Avenida Paulista, em defesa do que chama de “presos injustamente”.
A missionária segue os passos da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, que também obteve prisão domiciliar após pedido de vista do ministro Luiz Fux, que divergiu da pena de 14 anos aplicada por Moraes.
Ambas têm sido apontadas por apoiadores de Bolsonaro como símbolos do movimento por anistia.
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Comentários (1)
Alexandre Ataliba Do Couto Resende
05.04.2025 20:02É a gang das manicures, com seus poderosos batons ameaçando nossa democracia!