MST inicia Abril Vermelho com invasões para pressionar Lula
Em Minas Gerais, 400 famílias invadiram uma fazenda às margens da BR-116, no município de Frei Inocêncio
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) iniciou neste sábado, 5, as ações do Abril Vermelho em Minas Gerais e em Pernambuco. O movimento cobra do governo Lula (PT) uma aceleração da reforma agrária, considerada insuficiente até agora.
Em Pernambuco, cerca de 800 famílias invadiram a área da antiga Usina Santa Teresa, localizada em Goiana.
Segundo o movimento, a ação busca impedir a venda do terreno pela massa falida da empresa e ampliar a destinação da área para assentamentos. Atualmente, a usina abriga dez acampamentos do MST.
Já em Minas Gerais, 400 famílias invadiram uma fazenda às margens da BR-116, no município de Frei Inocêncio.
A ação representa também um desafio político para o governador Romeu Zema (Novo), que tem se posicionado como adversário do presidente Lula e potencial candidato à Presidência.
Leia também: MST intensifica invasões após visita de Lula a acampamento
Abril Vermelho
As ações fazem parte do calendário nacional do Abril Vermelho, marcado por invasões, bloqueios de estradas, mutirões e manifestações em memória do massacre de Eldorado do Carajás.
O lema do Abril Vermelho de 2025 é “ocupar para o Brasil alimentar”, com mobilizações previstas nos 26 estados e no Distrito Federal.
Segundo a direção nacional do movimento, o número de famílias acampadas cadastradas pelo Incra passou de 65 mil em 2023 para cerca de 100 mil atualmente. Considerando outros grupos organizados, a estimativa sobe para 140 mil famílias à espera de assentamento.
“O ritmo está muito abaixo da demanda acumulada na última década, desde o impeachment de Dilma Rousseff até o governo Bolsonaro”, afirmou José Damasceno, integrante da direção nacional do MST.
Invasões
Após anos discretos durante o governo de Jair Bolsonaro, o MST retomou as invasões de propriedade após o início do governo Lula. Em abril do ano passado, o movimento liderou 32 invasões.
A retomada das ações do movimento levou à instalação de uma CPI na Câmara dos Deputados no segundo semestre de 2023.
A comissão acabou sem resultado prático e sem a votação do relatório final após intervenção do governo Lula.
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Comentários (4)
ALDO FERREIRA DE MORAES ARAUJO
06.04.2025 10:11Os líderes deste "movimento" sabem quando haverá apoio e cumplicidade do governo. O pior, é que mesmo assentado, o sujeito continua sob as ordens da liderança, e mesmo seus herdeiros. É um feudalismo moderno.
Marian
06.04.2025 09:43Não é causar arruaça ou depredar algum trator, é pegar mesmo o que não lhes pertence.
Fabio B
05.04.2025 19:14Não quero só o PCC, CV e demais narco facções equiparadas como organizações terroristas, quero também o MST e MTST nesse mesmo balaio, com legislação específica e dura para que sejam devidamente punidos.
Claudemir Silvestre
05.04.2025 19:11Dizer ique de um governo que anda de mãos dadas com grupos terroristas ???!!!