Latam sofre com “Bird Strike” no Aeroporto de Guarulhos
Na manhã deste sábado, dois aviões da Latam foram atingidos por pássaros durante o procedimento de pouso no aeroporto de Guarulhos
Na manhã deste sábado, dois aviões da Latam foram atingidos por pássaros durante o procedimento de pouso no aeroporto de Guarulhos, localizado na Grande São Paulo. Os incidentes ocorreram em um intervalo de 50 minutos, mas, segundo a companhia aérea, as aeronaves conseguiram pousar em segurança. Apesar disso, eventos como esses geram impactos significativos na operação aérea.
A Latam destacou a alta incidência de bird strikes no Brasil, termo utilizado na aviação para descrever colisões entre aviões e aves. Esses eventos podem resultar em voos cancelados ou atrasados, além de custos adicionais com reparos e manutenção das aeronaves. Até o dia 1º de abril deste ano, 55 casos de bird strikes foram registrados no Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer).
O impacto dos Bird Strikes na aviação
Os bird strikes representam um desafio constante para a aviação, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. Em 2024, o Sipaer registrou 927 casos de colisões com aves, um aumento de 24,3% em relação ao ano anterior. Embora a maioria dos incidentes não resulte em vítimas, eles podem causar danos significativos às aeronaves, levando a custos elevados de reparo e manutenção.
A Latam relatou que, em 2014, 513 dos casos de bird strikes no Brasil envolveram voos da companhia. A empresa enfatiza a necessidade de uma gestão eficiente da fauna por parte dos municípios e administradores aeroportuários, especialmente nas proximidades dos aeroportos, para mitigar esses riscos.
Como os aeroportos estão lidando com o problema?
A concessionária GRU Airport, responsável pelo aeroporto de Guarulhos, relatou três suspeitas de bird strike durante pousos no mesmo dia dos incidentes com a Latam. Guarulhos é considerado um dos aeródromos com o menor índice de colisão com aves no Brasil. Nos últimos anos, houve uma redução significativa no número de ocorrências, com uma diminuição de 60% entre 2023 e 2024.
Essa redução é atribuída ao aprimoramento das medidas de gerenciamento de fauna, supervisionadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e em conformidade com as normas ambientais. O Plano de Gerenciamento de Risco da Fauna inclui ações como manejo de ovos, ninhos e animais, controle de vegetação, remoção de poleiros e abrigos, além de técnicas de afugentamento.
Quais são as medidas de prevenção adotadas?
Para minimizar os riscos de bird strikes, os aeroportos adotam diversas estratégias de manejo da fauna. Entre as medidas estão o controle de vegetação, que visa reduzir o habitat natural das aves, e a remoção de poleiros e abrigos que possam atrair esses animais. Além disso, técnicas de afugentamento são empregadas para manter as aves afastadas das áreas de risco.
O manejo de ovos e ninhos também é uma prática comum, visando controlar a população de aves nas proximidades dos aeroportos. Essas ações são parte de um esforço contínuo para garantir a segurança das operações aéreas e minimizar os impactos econômicos e operacionais causados por colisões com aves.
Perspectivas futuras para a gestão de fauna nos aeroportos
O gerenciamento eficaz da fauna nos aeroportos é crucial para a segurança da aviação. Com o avanço das tecnologias e a implementação de novas estratégias de manejo, espera-se que a incidência de bird strikes continue a diminuir. A colaboração entre autoridades aeroportuárias, companhias aéreas e órgãos reguladores é essencial para o desenvolvimento de soluções inovadoras e eficazes.
À medida que a indústria da aviação evolui, a gestão de riscos relacionados à fauna se torna cada vez mais importante. Investimentos em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias, como sistemas de radar para detecção de aves, podem oferecer novas oportunidades para mitigar esses riscos e garantir operações aéreas mais seguras e eficientes.
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