STF forma maioria para excluir Judiciário do teto de gastos
Decisão contraria argumentos da Câmara, do Senado e da Presidência da República
O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para excluir as receitas próprias do Judiciário do limite de despesas imposto pelo novo arcabouço fiscal.
A decisão permite que valores arrecadados por meio de convênios, contratos, custas e emolumentos não estejam mais sujeitos ao teto.
Até o momento, seis ministros votaram a favor do pedido da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB): Alexandre de Moraes (relator), Dias Toffoli, Edson Fachin, Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso e Cristiano Zanin.
O julgamento ocorre no plenário virtual e vai até 11 de abril. A medida já tem maioria, mas pode ser suspensa caso algum ministro peça vista.
Na ação, a AMB argumentou que a regra do novo arcabouço fere a harmonia entre os poderes, ao restringir o Judiciário e permitir exceções para órgãos do Executivo, como universidades federais e estatais.
O relator concordou. Para Alexandre de Moraes, manter o Judiciário sob essa limitação, mesmo em caso de superávit, comprometeria seu funcionamento e autonomia.
A decisão contraria os argumentos da Câmara, do Senado, da Presidência da República e da Advocacia-Geral da União, que defenderam a constitucionalidade da limitação.
Segundo o Congresso, as novas regras seguem os trâmites legais e visam garantir equilíbrio fiscal. O Executivo alegou que a proposta da AMB seria uma forma de o Judiciário atuar como legislador.
Já a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou a favor do pedido. Ele afirmou que impor limites às receitas próprias compromete o funcionamento da Justiça.
O novo arcabouço fiscal, aprovado em 2023, estabelece um teto para o crescimento das despesas dos três Poderes, com base na variação da receita da União e da inflação. A norma prevê exceções para algumas instituições, como universidades e estatais, mas incluía o Judiciário.
Em julgamento anterior, o STF já havia decidido que os gastos do Judiciário com recursos de fundos especiais estavam fora do teto. Agora, a Corte amplia essa lógica também para receitas próprias não vinculadas a esses fundos.
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Comentários (10)
Clayton De Souza pontes
06.04.2025 08:35A blindagem dos outros poderes custa caro e suas excelências querem o devido reconhecimento financeiro
CARLOS HENRIQUE SCHNEIDER
06.04.2025 03:21Importantíssima instituição pública (mas quase privada) dedicada a financiar bobagens como confecção de lenços e gravatas para..., em fim, trabalhando no próprio interesse dos seus e de seus familiares e amigos endinheirados. A fama desta corte, que já ultrapassa as fronteiras desta república bananeira, está distante de qualquer coisa parecida com o tal saber jurídico.
F-35- Hellfire
05.04.2025 22:41Em 2026 as coisas poderão mudar, até lá nosso planeta dará muitas voltas...
Alexandre Ataliba Do Couto Resende
05.04.2025 20:09“Ou restaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos!”, já dizia o saudoso jornalista, escritor e radialista Sérgio Porto, imortalizado no pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta.
Ana Maria Jansen
05.04.2025 20:02São uns ladrões corruptos que só pensam em se dar bem e se julgam melhores que o resto da Nação! Canalhada. deio essa gente! Tenho ânsia de vômito cada vez que escuto um deles falar!
Claudemir Silvestre
05.04.2025 19:13Resumindo estes Ministros do STF em uma palavra : DESONESTOS !!!
José Mancusi
05.04.2025 19:00Que absurdo!!! Vivem isolados, protegidos, seguros, com luxo, lagosta, carros, mordomia, funcionários à vontade, jatos da FAB etc Vivem em outro mundo!!!
Andre Luis Dos Santos
05.04.2025 18:18Nada mais justo que esse poder judiciário de excelente qualidade, que entrega justiça com uma eficiência jamais vista em nenhuma outra nação do planeta, fique fora das regras que valem pros outros. Eles precisam de $ pra garantir a continuidade e excelência de seus serviços. Banania não é pra amadores.
JEAN PAULO NIERO MAZON
05.04.2025 17:41Para o judiciário... não existe teto! Somente fosso!
Marian
05.04.2025 17:06Realmente não somos iguais. A regra fiscal estabelecida deve ser para todos.