EUA: Governo corta US$ 210 milhões de Princeton em nova ofensiva contra antissemitismo
A decisão segue uma série de medidas semelhantes adotadas contra outras instituições como Harvard e Columbia
O governo dos Estados Unidos suspendeu, na terça-feira, 1º, US$ 210 milhões em bolsas e contratos de pesquisa da Universidade de Princeton, afetando projetos com o Departamento de Energia, a Nasa e o Departamento de Defesa.
A decisão segue uma série de medidas semelhantes adotadas contra outras instituições como Harvard e Columbia.
Em comunicado oficial, o reitor de Princeton, Chris Eisgruber, declarou que a universidade “cumprirá a lei, manterá seu compromisso de combater o antissemitismo e todas as formas de discriminação, e cooperará com o governo nesse combate, mas também defenderá vigorosamente a liberdade acadêmica e os direitos ao devido processo legal”.
A suspensão está inserida em uma iniciativa mais ampla do governo para pressionar universidades consideradas lenientes com discursos de ódio, assédio e violência contra judeus. Segundo autoridades norte-americanas, manifestações ocorridas desde outubro de 2023 teriam dado espaço a atos antissemitas radicais.
Na segunda-feira, 31, o governo americano anunciou a revisão de mais de US$ 255 milhões em contratos com Harvard, além de US$ 8,7 bilhões em subsídios e compromissos financeiros com a instituição e suas afiliadas.
Columbia, que teve seu campus como um dos epicentros dos protestos, sofreu cortes de US$ 400 milhões e só evitou sanções adicionais após acatar exigências como a reformulação de regras internas de protesto e a revisão de seu departamento de estudos do Oriente Médio.
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Comentários (3)
MARCOS
02.04.2025 09:51ANTISSEMITISMO NÃO É LIBERDADE ACADÊMICA. CORRETO O GOVERNO DOS EUA.
Annie
02.04.2025 09:48Bem feito.
Marcia Elizabeth Brunetti
02.04.2025 07:43Trump tem errado muito, mas também tem acertos, como este corte de verbas para universidades que se metem em política sem ter conhecer em profundidade a história.