MP denuncia Marçal por expor grupo a risco no Pico dos Marins
Denúncia inclui proposta de acordo de R$ 273,2 mil para encerrar o caso sem tramitação judicial
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou o influenciador e ex-candidato à Prefeitura de São Paulo Pablo Marçal (foto) por expor a vida de terceiros a perigo iminente. O caso envolve uma excursão irregular ao Pico dos Marins, na Serra da Mantiqueira, em 2022. A pena prevista para o crime é de três meses a um ano de detenção.
A denúncia, apresentada em 7 de março, inclui uma proposta de acordo de R$ 273,2 mil para encerrar o caso sem tramitação judicial.
Segundo o MP, Marçal desconsiderou alertas meteorológicos e incentivou o grupo a seguir a trilha em condições adversas.
A juíza Rafaela Glioche, da Comarca de Piquete, determinou a intimação dos advogados do ex-candidato para que informem se há interesse na proposta. Caso a oferta seja recusada, a Justiça decidirá se aceita a denúncia, tornando Marçal réu no processo.
Em janeiro de 2022, 32 pessoas foram resgatadas pelo Corpo de Bombeiros após tentarem escalar a montanha de 2.420 metros sob a liderança de Marçal. De acordo com a Promotoria, o influenciador ignorou os alertas da Defesa Civil sobre o mau tempo e chamou um guia de “covarde” por hesitar em seguir o percurso.
Marçal inelegível
Em fevereiro deste ano, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) tornou Marçal inelegível por oito anos, acusando-o de condicionar apoio político a doações para sua campanha. A decisão ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O juiz eleitoral Antonio Maria Patiño Zorz, do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), condenou o ex-candidato à Prefeitura de São Paulo por abuso de poder político e econômico.
Segundo o Zorz, o ex-candidato buscou “garantir origem lícita e permitida” por meio de “venda de apoio político com simulação de doação eleitoral“.
A ação foi movida pelos deputados federais Tabata Amaral (PSB) e Guilherme Boulos (PSOL), que foram candidatos à Prefeitura de São Paulo.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Fabio B
29.03.2025 12:20Mas a justiça demora demais... Eu até hoje não entendi como é possível esse pilantra ser condenado, fugir até prescrever o crime e voltar depois como se nada tivesse feito.