Prévia da inflação: alimentos sobem, apesar dos incentivos à importação
Em março, o IPCA-15 ficou em 0,64%, conforme dados divulgados pelo IBGE
O IPCA-15, índice que mede a prévia da inflação oficial do país, apontou nesta quinta-feira, 27, que o preço dos alimentos continua subindo, apesar da isenção de impostos de importação para nove grupos de alimentos considerados essenciais anunciada pelo governo Lula (PT).
Segundo o IBGE, o grupo alimentação e bebidas acelerou 1,09% em março, após registrar alta de 0,61% em fevereiro.
Somente a alimentação no domicílio acelerou de 0,63% em fevereiro para 1,25% em março.
Contribuíram para esse resultado as altas do ovo de galinha, 19,44%, do tomate, 12,57%, do café moído, 8,53%, e das frutas, 1,96%.
“A alimentação fora do domicílio (0,66%) também acelerou em relação ao mês de fevereiro (0,56%), em virtude da alta da refeição (0,43% em fevereiro para 0,62% em março). O lanche (0,68%) registrou variação inferior à registrada no mês anterior (0,77%)”, afirmou o IBGE.
O impacto das tarifas de importação
Um levantamento realizado por técnicos da equipe econômica, com base em dados do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), indicou que a isenção dos impostos de importação terá maior impacto nos casos em que o Brasil é grande importador, como azeite e sardinha, segundo O Globo.
A coleta de preços diária do FGV Ibre também aponta para uma variação cada vez menor de preços de azeite, café, carnes e sardinha desde 14 de março, quando começou a valer a medida.
“Não dá para saber se foi pela redução de imposto, mas certos itens beneficiados pelo imposto de importação zero já começam a mostrar inflação menor”, disse o economista André Braz, coordenador dos índices de preços do FGV IBRE, ao jornal.
Prévia da inflação em março
Enquanto os preços dos alimentos dispararam 1,09%, o IPCA-15 desacelerou de 1,23% em fevereiro para 0,64% em março.
O indicador ficou abaixo da projeção do mercado, que esperava a prévia da inflação em 0,70%.
Em 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 5,26%, acima dos 4,96% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.
Em março de 2024, a prévia da inflação foi de 0,36%.
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