Diretor de Hollywood é preso por fraude de US$ 11 milhões contra Netflix
Ele é acusado de enganar a gigante do streaming desviando valor que deveria ser usado para concluir uma série de ficção científica "White Horse".
Carl Erik Rinsch, diretor de cinema conhecido pelo filme “47 Ronin” (2013), foi preso nesta terça-feira, 18, em West Hollywood, Califórnia, sob acusações de fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.
Ele é acusado de enganar a Netflix em US$ 11 milhões, valor que deveria ser usado para concluir uma série de ficção científica intitulada “White Horse”.
Segundo os promotores, Rinsch recebeu inicialmente US$ 44 milhões da plataforma de streaming para produzir a série, mas solicitou um adicional de US$ 11 milhões alegando necessidade para finalizar o projeto.
Em vez de investir o dinheiro na produção, ele teria transferido os valores para contas pessoais e feito aplicações especulativas, incluindo investimentos em criptomoedas. Parte do montante foi perdido em poucos meses.
A acusação aponta que o diretor gastou cerca de US$ 10 milhões em bens de luxo, incluindo cinco Rolls-Royces, uma Ferrari, móveis, antiguidades e roupas caras. Além disso, usou US$ 1 milhão para processar a própria Netflix por mais dinheiro.
Rinsch compareceu ao tribunal vestindo um suéter de gola alta e jeans, com algemas nos pulsos e tornozelos. O juiz Pedro V. Castillo determinou sua liberação mediante pagamento de fiança no valor de US$ 100 mil.
A advogada de Rinsch, Annie Carney, afirmou que as acusações contra seu cliente são “puramente financeiras” e evitou dar mais detalhes sobre a defesa.
O próximo julgamento, que ocorrerá em Nova York, ainda não tem data marcada. Caso condenado, Rinsch pode enfrentar até 90 anos de prisão.
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