O reencontro entre Bolsonaro e Valdemar
O presidente do PL visitou o ex-presidente após autorização do ministro Alexandre de Moraes para retomarem contato
O perfil oficial do Partido Liberal (PL) registrou o reencontro do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o presidente da sigla, Valdemar da Costa Neto, nesta quarta-feira, 12, após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar o contato entre os dois.
No vídeo, Valdemar beija o rosto de Bolsonaro e comenta: “Um ano”, referindo-se ao período em que estiveram proibidos de se comunicar.
“Tudo bem?”, perguntou o presidente do PL.
“Agora tá! Estava apanhando aqui sozinho, agora vamos apanhar juntos”, respondeu Bolsonaro.
Em seguida, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro aparece na sala em que os dois estavam conversando.
“Meu Deus do céu! Estou vendo uma miragem! Que coisa linda, gente! Se abraçaram, já? Deu um beijo nele? Que interessante!”, disse.
Revogação
No ano passado, Moraes havia proibido Valdemar de conversar com o ex-presidente como forma de preservar as investigações relacionadas à tentativa de se instaurar um golpe de Estado no país.
Agora, com a apresentação da denúncia pela Procuradoria-Geral da República (PGR), a medida perdeu o objeto.
Valdemar era alvo de outras duas restrições cautelares: fazer viagens para o exterior e de participar de cerimônias militares.
Ambas foram revogadas por Moraes.
Na decisão desta terça-feira, Moraes também determinou a entrega do passaporte ao presidente do PL e dos bens de Valdemar Costa Netto que foram apreendidos pela Polícia Federal.
“Embora o investigado tenha sido indiciado no relatório final apresentado pela autoridade policial, a Procuradoria-Geral da República, ao exercer a sua ‘opinio delicti’, não denunciou o investigado, razão pela qual, em relação a ele, não estão mais presentes os requisitos necessários à manutenção das medidas cautelares anteriormente impostas”, descreve Moraes na decisão.
Bens de Valdemar liberados
“Em relação ao requerimento de restituição de bens, igualmente, assiste razão à Defesa, pois há ausência de interesse na manutenção da apreensão dos bens apreendidos em posse de VALDEMAR COSTA NETO, pois a perícia e análise dos dados já foram realizadas pela Polícia Federal e, conforme anteriormente mencionado, não houve oferecimento de denúncia pela PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA”, acrescenta Moraes.
Os dois estavam proibidos de se falar, inclusive por meio de advogados, desde fevereiro de 2024, quando foi deflagrada a Operação Tempus Veritatis.
Durante buscas e apreensões na sede do PL, agentes da Polícia Federal encontraram uma arma com registro inválido, o que o levou à detenção de Valdemar, posteriormente solto sob a condição de não falar com os outros investigados.
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Comentários (1)
Fabio B
12.03.2025 16:45O cara nem tenta parecer homem, faz questão de parecer um geh passivo.