Senador americano defende deportação de radicais anti-Israel: “atividade criminosa”
"Um green card ou visto de estudante não dá aos indivíduos o direito de infringir nossas leis, assediar nossos alunos e simpatizar abertamente com terroristas", afirmou Tom Cotton
O senador republicano Tom Cotton defendeu a decisão do governo Trump de revogar vistos e green cards de ativistas anti-Israel, após a prisão de Mahmoud Khalil, ex-estudante da Universidade Columbia.
Em publicação nas redes sociais, Cotton afirmou que estrangeiros não têm o direito de “quebrar nossas leis, assediar nossos estudantes e simpatizar abertamente com terroristas”.
Ele ainda elogiou o secretário de Estado Marco Rubio pela “ação rápida” ao revogar as permissões de permanência de envolvidos em atividades consideradas criminosas.
Khalil, de origem síria e residente permanente no país desde 2023, foi detido por autoridades de imigração sob a acusação de promover atos de apoio ao Hamas no campus de Columbia.
A organização FIRE (Foundation for Individual Rights and Expression) enviou uma carta ao governo exigindo explicações sobre a base legal da detenção, enquanto o Instituto de Livre Expressão também criticou a medida. “Temos uma administração que não tem traçado uma linha clara entre discurso político protegido e assédio ilegal”, afirmou Will Creeley, diretor jurídico da FIRE.
Apenas o começo
O governo Trump, por outro lado, sinalizou que essa detenção é apenas o começo. Fontes da Casa Branca indicam que outras universidades podem ser alvo de medidas semelhantes.
O presidente reafirmou sua postura ao afirmar que “atividades pró-terroristas, antissemitas e antiamericanas” não serão toleradas e que muitos dos manifestantes são “agitadores pagos”.
Um juiz federal de Nova York bloqueou temporariamente a deportação de Khalil, ressaltando que residentes permanentes possuem direitos constitucionais.
Enquanto isso, o Departamento de Estado anunciou um programa que utilizará inteligência artificial para monitorar redes sociais de estudantes estrangeiros e identificar possíveis apoiadores do Hamas e de outras organizações terroristas.
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