EUA acusam China de “passividade” na luta contra o fentanil
Americanos foram à Comissão de Narcóticos da ONU contra a China sobre "overdose no exterior"
Os Estados Unidos acusaram a China de ser o epicentro de precursores químicos de fentanil e de passividade no combate à droga sintética na Comissão de Narcóticos da ONU (Organização das Nações Unidas) nesta segunda-feira, 10.
“A liderança da China falhou em emitir alertas públicos às indústrias química e de transporte marítimo”, disse Cart Weiland, representante dos EUA na comissão.
E seguiu:
“Quantas pessoas a República Popular da China condenou por serem cúmplices de mortes por overdose no exterior?”
As autoridades americanas estivam ter havido mais de 90 mil mortes em função do consumo da droga no país.
Weiland citou o episódio da morte do jovem Malcolm Kents, de 17 anos, que morreu de overdose da droga.
“No ano passado, nos Estados Unidos, houve 86.882 Malcolm Kents, 86.882 mortes por overdose”, afirmou.
Segundo o americnao, a droga está se espalhando rapidamente para o México e alegou que “o maior superlaboratório de fentanil” foi descoberto no Canadá.
Até o momento, os Estados Unidos não apresentaram nenhum projeto de resolução contra o fentanil.
Tarifas e o fentanil
O presidente americano, Donald Trump, alegou que um dos motivos para impor tarifas sobre produtos mexicanos, canadense e chineses seria a falta de ação contra a entrada de fentanil nos Estados Unidos.
Recentemente, Trump criticou a passividade do Canadá em relação ao combate à droga.
Na última semana, o republicano decidiu suspender temporariamente as tarifas sobre produtos que estejam dentro do acordo de livre comércio até 2 de abril.
“Depois de conversar com a presidente Claudia Sheinbaum do México, eu concordei que o México não precisará pagar tarifas sobre nada que esteja sob o acordo USMCA. Esse acordo é até 2 de abril. Eu fiz essa acomodação e por respeito à presidente Sheinbaum”, escreveu na rede social Truth Social.
Segundo Trump, a relação entre os dois “tem sido muito boa” para acabar com a entrada de imigrantes ilegais na fronteira do México com os Estados Unidos.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)