Partido de Trudeau elege ex-banqueiro como primeiro-ministro do Canadá
Mark Carney, que já foi executivo do Goldman Sachs e presidente do Banco da Inglaterra, nunca exerceu um cargo eletivo
O Partido Liberal do Canadá elegeu, neste domingo, 9, Mark Carney (foto), de 59 anos, como seu novo líder e próximo primeiro-ministro, substituindo Justin Trudeau. A transferência de poder ocorrerá após a formação de um novo governo, prevista para os próximos dias.
Carney, ex-diretor do Banco do Canadá e do Banco da Inglaterra, foi escolhido em uma eleição interna com aproximadamente 400 mil membros do partido aptos a votar. Pela primeira vez, o Partido Liberal elege um líder sem experiência política, o que pode representar um desafio em meio a tensões comerciais com os Estados Unidos, sob o governo de Donald Trump.
A guerra comercial com os EUA foi o tema central da campanha de Carney.
“Estamos enfrentando a crise mais grave da nossa existência. Tudo na minha vida me preparou para este momento”, disse Carney em seu último comício, na sexta-feira, 7.
Em sua campanha, o ex-banqueiro defendeu tarifas retaliatórias contra os EUA e a adoção de uma estratégia coordenada para impulsionar investimentos.
Carney, que já foi executivo do Goldman Sachs e presidente do Banco da Inglaterra durante o Brexit, se torna o primeiro primeiro-ministro do Canadá a nunca ter exercido um cargo eletivo. Para assumir oficialmente, ele precisará conquistar uma cadeira na Câmara dos Comuns.
Em sua vitória, Carney obteve 85,9% dos votos, derrotando Chrystia Freeland, ex-ministra das Finanças (8%), Karina Gould, ex-líder da Câmara (3,2%), e Frank Baylis, ex-deputado (3%). O anúncio foi feito ao vivo durante a transmissão oficial do partido.
Em meio à eleição, Carney criticou as ações de Trump, que impôs tarifas comerciais aos países parceiros do Tratado de Livre Comércio da América do Norte, incluindo o Canadá.
Carney chamou as atitudes do presidente dos EUA de “valentonas” e prometeu que o Canadá não ficaria inerte diante dessas tarifas. Ele também destacou a necessidade de diversificar as relações comerciais do Canadá caso o país não possa mais contar com os Estados Unidos.
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