Rodolfo Borges na Crusoé: O pânico de uma nova desilusão
O que Nelson Rodrigues dizia antes do primeiro campeonato mundial do Brasil vale para essa seleção refém do 7 a 1
Saiu mais uma lista de convocados para as seleção brasileira, e a primeira coisa que o torcedor faz é ver se tem algum jogador de seu time — mas não exatamente para se gabar disso, como ocorria até outro dia.
Do meu time, apareceram na pré-lista dos que poderiam enfrentar Colômbia e Argentina, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026, Alisson, Lucas e Oscar (a assustadora lista tinha 52 nomes).
A primeira reação foi me questionar se eles iriam desfalcar o São Paulo em alguma partida importante, ou afetar a preparação para uma decisão, como ocorreu com Lucas na segunda partida contra o Atlético-MG na Copa do Brasil do ano passado. Voltarão machucados?
Pedro, o principal atacante do estrelado Flamengo, rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo em setembro de 2024 enquanto treinava pela seleção. Estamos em março de 2025, e ele ainda não voltou aos campos.
Os três são-paulinos acabaram ficando de fora da convocação final, o que me deixou bem aliviado, apesar de lamentar pelos jogadores, para quem jogar pela seleção brasileira segue sendo motivo de orgulho.
Patriota?
Um patriota diria que vale a pena arriscar o futuro do próprio time em nome da seleção. Mas ainda há patriotas torcendo no Brasil?
“Se uma equipe entra em campo com o nome do Brasil e tendo por fundo musical o hino pátrio — é como se fosse a pátria em calções e chuteiras, a dar botinadas e a receber botinadas”, dizia Nelson Rodrigues. Era bonito, mas hoje soa ingênuo.
São muitos os motivos enumerados para o distanciamento do torcedor. A maioria dos jogadores não se exibe mais por aqui, e só pode ser vista pela televisão, jogando na Europa ou em algum outro mercado secundário.
Além disso, a camisa amarela foi politizada junto com praticamente tudo, incluindo os jogadores, demandados a se posicionar em eleições— desde que digam o que determinados grupos querem ouvir.
Inflado pelos campeonatos estaduais, o calendário do futebol brasileiro não ajuda, obrigando os clubes que têm os melhores jogadores a entrar em campo sem eles porque simplesmente não há datas sobrando para interromper as disputas nacionais.
Derrotas
Mas há também o fator derrota, e talvez esse…
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