PIB dá sinais de desaceleração no 4º tri, mas cresce em 2024
A economia brasileira avançou 3,4% frente a 2023, totalizando 11,7 trilhões de reais em valores correntes
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 3,4% frente a 2023, totalizando 11,7 trilhões de reais em valores correntes, conforme dados divulgados nesta sexta-feira, 7, pelo IBGE.
A indústria e o setor de serviços cresceran 3,3% e 3,7%, respectivamente, enquanto a agropecuária recuou 3,2%.
A economia brasileira, no entanto, avançou apenas 0,2% na comparação com os três meses anteriores, dando sinais de desaceleração.
No período de julho a setembro, o PIB do Brasil cresceu 0,7%.
No quarto trimestre, a indústria variou positivamente 0,3% e o setor de serviços, 0,1%. A agropecuária, por sua vez, sofreu queda de 2,3%.
O que acontece com a agropecuária?
Ao divulgar o resultado, o IBGE atribuiu o desempenho ruim da agropecuária ao impacto das questões climáticas para a agricultura.
“A queda de 3,2% do Valor Adicionado da Agropecuária em 2024 decorreu do fraco desempenho da Agricultura, que suplantou a contribuição positiva da Pecuária, Produção Florestal e Pesca. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do IBGE, efeitos climáticos adversos impactaram várias culturas importantes, ocasionando quedas em suas estimativas anuais de produção, com destaque para a soja (-4,6%) e o milho (-12,5%).”
Indústria e serviços
Na indústria, o destaque positivo em 2024 foi a construção, com alta de 4,3%, corroborada pelo crescimento da ocupação na atividade, da produção de insumos típicos e da expansão do crédito.
“Houve elevação das Indústrias de Transformação (3,8%), que foram puxadas, principalmente, pela alta na fabricação: da indústria automotiva e de equipamentos de transporte; máquinas e equipamentos elétricos; produtos alimentícios e móveis. Cresceram também a Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (3,6%), influenciada pelo aumento das temperaturas médias do ano e as Indústrias Extrativas (0,5%)”, afirmou o IBGE.
O setor de serviços também registrou crescimento em todas as atividades que o compõe: Informação e comunicação (6,2%), Outras atividades de serviços (5,3%), Comércio (3,8%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (3,7%), Atividades imobiliárias (3,3%), Transporte, armazenagem e correio (1,9%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (1,8%).
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