Columbia pode perder US$ 5 bi por não combater antissemitismo
A universidade, em resposta à reportagem, afirmou estar "comprometida com o combate ao antissemitismo e a todas as formas de discriminação"
O governo dos Estados Unidos ameaçou cortar cerca de US$ 5 bilhões em financiamentos federais da Universidade Columbia devido ao antisemitismo no campus.
A informação foi revelada pelo The Free Press, que obteve uma carta da Administração de Serviços Gerais dos EUA (GSA) enviada à presidente interina da universidade, Katrina Armstrong. O documento alerta que a instituição pode perder também contratos governamentais no valor de US$ 54,1 milhões.
O GSA afirmou que fará uma “revisão completa” de todos os contratos da universidade com o governo federal e que poderá emitir ordens de paralisação para os serviços prestados.
Além disso, as agências responsáveis pela investigação – Departamento de Justiça, Departamento de Saúde e Serviços Humanos e Departamento de Educação – indicaram que podem rever os subsídios.
O alerta do governo Trump ocorre em meio a investigações sobre atos antissemitas em instituições de ensino superior.
Columbia, que já havia sido incluída em uma lista de dez universidades sob escrutínio federal, foi a primeira a ser alvo de ações concretas devido ao que um membro da Força-Tarefa Conjunta para Combate ao Antissemitismo descreveu como “o maior volume de incidentes de comportamento vergonhoso após 7 de outubro”, referindo-se ao ataque do Hamas contra Israel.
Nos últimos meses, protestos contra Israel ocorreram no campus, incluindo a ocupação de prédios da universidade.
Em abril do ano passado, 109 manifestantes foram presos após invadirem o Hamilton Hall, e recentemente, alunos da Barnard College, afiliada a Columbia, ocuparam outro edifício em protesto contra a expulsão de estudantes que interromperam uma aula sobre a história moderna de Israel.
Embora Columbia tenha criado uma Força-Tarefa contra o Antissemitismo e publicado relatórios sobre a situação, as autoridades federais afirmam que as medidas adotadas não foram suficientes.
Segundo a fonte do Departamento de Justiça, a universidade terá um mês para responder às exigências do governo. Caso contrário, os cortes nos financiamentos devem ser aplicados.
A universidade, em resposta à reportagem, afirmou estar “comprometida com o combate ao antissemitismo e a todas as formas de discriminação” e que continuará colaborando com a administração federal para garantir a segurança e o bem-estar de seus alunos e funcionários.
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Comentários (1)
Marcia Elizabeth Brunetti
05.03.2025 07:50Trump pode ser um desastre em muitas areas da sua gestão, mas nesse aspects de antissemitismo e cultura woke eu tenho que aplaudir.