Em Curitiba, qualidade de vida atrai investimentos de alto padrão
Metro quadrado na cidade foi o que mais se valorizou em 2024, puxado pelos investimentos voltados ao mercado de luxo
Curitiba sempre foi uma cidade conhecida por sua qualidade de vida. Parte por conta das inovações planejadas e implementadas pelo urbanista Jaime Lerner, a partir dos anos 1960. Parte pelas áreas verdes, que a fizeram ser eleita pela revista The Economist como a cidade mais sustentável da América Latina.
Com IDH elevado e renda bem acima da média nacional, a capital paranaense tem um importante pólo industrial em sua região metropolitana. Lidera o ranking das Connected Smart Cities, do ICI, no Brasil, e aparece atrás apenas de São Paulo como a melhor do país para se abrir um negócio, de acordo com o índice Sebrae de Desenvolvimento Econômico Local. A novidade, agora, é que a cidade também está liderando o ranking de valorização imobiliária.
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Segundo o índice Fipe ZAP, parceria entre a Fundação de Pesquisa Econômica da USP e o site de negócios imobiliários, o metro quadrado em Curitiba teve uma valorização de 18% entre janeiro e dezembro de 2024, significativamente à frente do segundo e do terceiro colocados, Salvador (16,38%) e João Pessoa (15,54%).
Observando que, no caso de ambas as cidades, a valorização aconteceu a partir de valores iniciais bem menores. No final de dezembro, o preço médio do metro quadrado residencial em Curitiba atingiu 10.700 reais, enquanto o de João Pessoa chegou a 6.890 reais e o de Salvador, 6.766 reais.

Bairros nobres
Com isso, os bairros nobres da cidade paranaense, como Batel (16.166 reais/ m2) surgem mais valorizados que outros bairros tradicionais do mercado imobiliário nacional, como a Savassi, de Belo Horizonte (15.954 reais /m2). O Bigorrilho (13.535 reais/ m2) supera tanto a Barra da Tijuca, no Rio (13.185 reais/ m2) quanto a valorizada Perdizes, em São Paulo (12.350 reais/m2). O Juvevê (11.975 reais/m2) ultrapassa a carioquíssima Copacabana (11.870 reais/m2).
A explicação para esse movimento é que a cidade, tradicionalmente conhecida como a mais “classe média” do Brasil, está recebendo uma série de empreendimentos imobiliários de alto padrão, com metro quadrado acima de 20 mil reais.
Um exemplo é o Gioia, lançado pela Embraed, com entrega prevista para 2029. Uma torre única com 37 apartamentos – um por andar – com quatro opções de plantas distintas. Cada unidade com quatro vagas de garagem e ponto para recarga de veículos elétricos.

O projeto fica na área favorita dos novos empreendimentos, o Ecoville, ao lado do Parque Barigui, o maior da cidade. Na mesma região ficará o Ícaro Casa Térrea, um condomínio construído pela AG7 que apresenta 4 minitorres de no máximo 6 andares cada, somando 30 “casas” – cada uma sendo, na verdade, um apartamento com jardim próprio.
Elas estarão distribuídas em um terreno de 20 mil metros quadrados, preenchido por uma imensa área verde, plantada com espécies da Mata Atlântica. O empreendimento promete atmosfera de casas térreas, segurança de condomínio e serviços de hotel 5 estrelas.
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