Trump assina ordem que estabelece inglês como idioma oficial dos EUA
A medida revoga um decreto de Bill Clinton que obrigava órgãos públicos a oferecer assistência linguística a falantes de outros idiomas
O presidente Donald Trump assinou no sábado, 1º, uma ordem executiva estabelecendo o inglês como idioma oficial dos Estados Unidos. A medida revoga um decreto do ex-presidente Bill Clinton que obrigava órgãos públicos e instituições financiadas pelo governo federal a oferecer assistência linguística a falantes de outros idiomas.
A decisão permite que agências federais escolham se continuarão oferecendo documentos e serviços em outros idiomas. O decreto também proíbe comunicações oficiais do governo em línguas que não sejam o inglês.
“Estabelecer o inglês como idioma oficial não apenas agilizará a comunicação, mas também reforçará os valores nacionais compartilhados e criará uma sociedade mais coesa e eficiente”, diz trecho da ordem.
Atualmente, cerca de 22% da população dos EUA fala outro idioma em casa, segundo o Censo americano. Apesar disso, o país nunca teve uma língua oficial definida pela Constituição.
Alguns estados já adotaram o inglês como idioma oficial, mas esta é a primeira vez que a determinação vale para todo o território nacional.
A ordem assinada por Trump impede que órgãos federais ofereçam atendimento em outras línguas, o que altera uma política vigente desde a gestão Clinton.
O governo argumenta que a medida fortalecerá a integração dos imigrantes e facilitará o engajamento cívico.
“Ao acolher novos americanos, uma política de incentivo ao aprendizado e adoção de nossa língua nacional tornará os Estados Unidos um lar compartilhado e capacitará novos cidadãos a alcançar o sonho americano”, diz o texto.
“Falar inglês não apenas abre portas economicamente, mas ajuda os recém-chegados a se envolverem em suas comunidades, participarem de tradições nacionais e retribuírem à nossa sociedade.”
Desde a posse, Trump já havia sinalizado sua posição ao retirar a versão em espanhol do site oficial da Casa Branca. O presidente ainda não se pronunciou sobre a nova ordem executiva.
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