Trump responsabiliza Zelensky por guerra e o acusa de não ter legitimidade
“Hoje ouvi ´ah, não fomos convidados´. Bem, você está lá há três anos. Você deveria ter parado com isso há três anos. Vocês nunca deveriam ter começado isso”, disse Donald Trump
Durante uma conferência realizada em sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teceu críticas contundentes ao presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.
Trump expressou sua confiança em um possível acordo de paz com a Rússia, afirmando que se sente “muito mais confiante” após as recentes discussões entre autoridades russas e americanas, que ocorreram na Arábia Saudita.
Ele mencionou a intenção de se reunir com o ditador russo, Vladimir Putin, antes de abril deste ano.
Em resposta a questionamentos da imprensa sobre as críticas de Zelensky em relação às negociações, que foram descritas como “discussões sobre a Ucrânia sem a Ucrânia”, Trump acusou Zelensky de ter iniciado o conflito na Ucrânia e sugeriu que ele deveria ter trabalhado para resolver a situação há três anos:
“Hoje ouvi ´ah, não fomos convidados´. Bem, você está lá há três anos. Você deveria ter parado com isso há três anos. Vocês nunca deveriam ter começado isso”, disse Trump sobre a guerra, que foi desencadeada pela invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022.
“A Rússia deseja agir. Eles querem pôr fim à barbaridade selvagem”, declarou Trump, reforçando sua opinião sobre as discussões consideradas positivas entre os dois países. Ao ser questionado sobre uma possível reunião com Putin ainda neste mês, ele não hesitou em afirmar: “Provavelmente”.
Críticas a Zelensky
Donald Trump também levantou preocupações sobre a administração da ajuda americana à Ucrânia. Segundo Trump, Zelensky teria mencionado recentemente não saber onde estaria metade dos recursos enviados.
Além disso, criticou a falta de eleições no país desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022, ressaltando que atualmente existe uma lei marcial e uma aprovação pública extremamente baixa para o presidente ucraniano.
Sobre a sugestão de enviar tropas europeias para missões de paz na Ucrânia, Trump se mostrou favorável à ideia, mas enfatizou que os Estados Unidos não deveriam se envolver militarmente devido à distância geográfica.
Ataques continuam
Em meio a este contexto diplomático tenso, ataques russos continuaram a atingir diversas áreas da Ucrânia.
Na cidade portuária de Odessa, uma grande área residencial ficou sem aquecimento e eletricidade após um ataque.
O prefeito da cidade, Guennadiï Troukhanov, informou que 14 escolas e 13 jardins de infância também foram afetados pela falta de serviços essenciais devido aos bombardeios constantes da infraestrutura energética e civil do país.
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Comentários (4)
Denise Pereira da Silva
19.02.2025 17:23Por que Trump não cede uma parte do território dos EUA rica em minério para o colega Putin? Assim, quem sabe, Trump, “o Pacificador Mundial”, saciaria a fome territorial crescente de Putin. E o “grande urso” voltaria a hibernar. Por algum tempo, é claro. Como bem disse Luís Silviano Marka, aqui em seu comentário, a invasão pela Rússia começou em 2014, com a anexação da Crimeia.
Alexandre Ataliba Do Couto Resende
19.02.2025 10:17O pessoal de OA devem estar tendo um grande orgasmo com essa fala do Trump.
Armando Nuno De Fiúza Lopes
19.02.2025 10:14Não se entende porque a redação do o antagonista define Putin como um "ditador" tendo este sido eleito com o voto popular (e com cédulas contáveis) quando este jornal se encontra num país com "urnas" eletrônicas que sabe lá Deus quem controla o resultado.
LuÃs Silviano Marka
19.02.2025 09:36A guerra começou em 2014, com a invasão da Crimeia.