CPI das Apostas Esportivas é prorrogada
Davi Alcolumbre atende a requerimento de senadores e concede mais 45 dias para votação do relatório com indiciamento do tio de Lucas Paquetá
A CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas foi prorrogada em ato do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), publicado no último sábado, 15, prazo final para o adiamento dos trabalhos da Comissão.
A prorrogação da CPI, realizada no último dia do prazo, suscitou entre os parlamentares a preocupação de que a investigação, que envolve empresários de futebol, incluindo o tio do jogador Lucas Paquetá, pudesse acabar em pizza.
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Agora a CPI tem mais 45 dias para concluir as atividades. “O novo prazo para a conclusão dos trabalhos é 01/04/2025”, disse a secretaria da CPI a O Antagonista.
A decisão de Alcolumbre atendeu ao requerimento do presidente do colegiado, Jorge Kajuru (PSB-40), que foi assinado por mais 31 senadores. Parlamentares apoiaram o requerimento, já que o relatório final do colegiado, elaborado pelo senador Romário (PL-RJ), ainda não foi votado.
Requerimento
Kajuru argumentou que, devido à ausência de parlamentares em Brasília nas últimas semanas, não seria possível obter o quórum mínimo de seis parlamentares para votar o parecer.
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“Não há garantia de quórum mínimo (seis senadores) para a votação nesta semana. Diante desse cenário, apresentamos este requerimento como medida cautelar para garantir a conclusão dos trabalhos da CPI”, diz o requerimento protocolado no último dia 10.
Relatório
Romário (PL-RJ), relator da CPI, requereu o indiciamento dos empresários William Pereira Rogatto, Thiago Chambó Andrade, e de Bruno Tolentino, tio do jogador Lucas Paquetá, por envolvimento em crimes de manipulação de resultados. Ex-jogador de destaque do Flamengo e da seleção brasileira, Paquetá atualmente atua no futebol inglês.
“O tio de Paquetá, Bruno Tolentino, faria parte da lista de apostadores suspeitos. Conforme sigilo bancário obtido pela CPI, Tolentino pagou R$ 30 mil ao jogador Luiz Henrique, do Botafogo, que recebera cartão amarelo suspeito quando era jogador do Betis, da Espanha. O pagamento de R$ 30 mil foi feito em 06/02/23, via banco Santander, supostamente por sua participação em manipulações”, diz o relatório assinado pelo senador.
E acrescenta: “Bruno Tolentino, conforme extratos bancários analisados, pagou a si mesmo a quantia de R$ 839.696,44 (258 transações)”.
Reunião de líderes
Nesta terça-feira, 17, às 14h, o presidente do Senado receberá líderes na residência oficial para discutir a pauta de votações no plenário da Casa Alta.
A previsão é de que as 16 comissões da Casa sejam instaladas na manhã da próxima quarta-feira (19). Durante o evento, espera-se que os colegiados permanentes escolham seus presidentes e vice-presidentes.
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