Crusoé: Brasil, o pais mais polarizado da América Latina
De acordo com pesquisa, os brasileiros percebem mais conflito social e polarização associados a "partidos políticos diferentes"
A pesquisa Latam Pulse publicada pela AtlasIntel na semana passada indicou que Lula segue perdendo popularidade e que as fake news do Pix foram uma fake news do governo Lula, mas também que a polarização social se intensificou no Brasil.
O país subiu dois pontos desde dezembro no índice de polarização social medido pelo instituto, e segue liderando a lista, à frente de Colômbia, Chile, Argentina e México.
A maior variação ocorreu na Colômbia, que saiu de 49 para 54 no índice e tomou o segundo lugar do Chile, no contexto do confronto do presidente Gustavo Petro com Donald Trump por causa da deportação de colombianos que imigraram ilegalmente para os Estados Unidos.
Partidos políticos
De acordo com a pesquisa, os brasileiros percebem mais conflito social e polarização associados a “partidos políticos diferentes”. Para 49% dos entrevistados, esse é um fator para “conflito muito forte”.
Essa percepção vai se suavizando progressivamente quando se fala de “pessoas que praticam religiões diferentes”, “pessoas de classes econômicas diferentes”, “pessoas de diferentes raças/etnias” e “pessoas de áreas urbanas e pessoas de áreas rurais”.
Entre quem vive no campo e na cidade, aliás, a percepção é de que quase não há conflito. A pesquisa ouviu 3.125 brasileiros de 27 a 31 de janeiro e foi feita em parceria com a Bloomberg.

Estados Unidos
Apesar de os partidos serem identificados como o maior foco de tensão no Brasil, os índices apontados são muito menores do que os apontados nos Estados Unidos pelo mesmo instituto.
No país governado por Trump, onde a rivalidade política se concentra principalmente entre os partidos Democrata e Republicano, 72% dos americanos enxergam um conflito muito forte entre os adversários políticos, e 18% veem conflito forte.
No caso de classes socioeconômicas diferentes, o conflito…
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