Mãe e filha morrem após afegão atropelar dezenas em Munique
Chanceler Olaf Scholz visitou o local do ataque neste sábado e afirmou que homem detido "deve ser punido e deixar o país"
Uma mulher de 37 anos e sua filha de dois anos morreram neste sábado, 15, devido aos ferimentos sofridos após um homem avançar com um carro contra uma multidão em uma rua movimentada de Munique, na última quinta-feira.
O motorista, um afegão de 24 anos, foi preso. Seu nome não foi divulgado.
Na sexta-feira, 14, as autoridades alemãs informaram que ao menos 39 pessoas ficaram feridas, algumas em estado grave. O ataque ocorreu durante uma manifestação sindical por melhores salários.
A polícia trata o caso como um atentado motivado por razões religiosas.
O episódio acontece às vésperas das eleições na Alemanha, marcadas para 23 de fevereiro, e horas antes da chegada de líderes internacionais à Conferência de Segurança de Munique.
O chanceler Olaf Scholz visitou o local do ataque neste sábado e afirmou que o suspeito “deve ser punido e deixar o país”.
Inicialmente, as autoridades informaram que o homem teve seu pedido de asilo negado e possuía antecedentes por furto e porte de drogas. No entanto, o ministro do Interior da Baviera, Joachim Herrmann, corrigiu a informação, afirmando que o suspeito estava legalmente no país e não tinha registros criminais.
Motivação islâmica
A procuradora-chefe Gabriele Tilman afirmou que o suspeito admitiu ter agido intencionalmente e fez referências religiosas islâmicas em seu depoimento.
Foram encontrados conteúdos com “orientação islâmica” em seu celular, mas não há indícios de ligação com grupos terroristas.
A polícia ainda destacou que o indivíduo agiu sozinho. O caso foi transferido para a Central da Baviera para Combate ao Extremismo e ao Terrorismo após o suspeito ter gritado “Allahu akbar” durante o ataque.
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