Governo Biden gastou mais de US$ 22 bilhões com assistência a imigrantes ilegais, diz ONG
Os gastos dispararam nos últimos anos. Apenas em 2023, o governo gastou US$ 10 bilhões, quase o triplo do montante de 2021
Entre 2020 e 2024, o governo dos Estados Unidos destinou US$ 22,6 bilhões para assistência a imigrantes ilegais, incluindo ajuda para compra de carros e casas, segundo a organização OpenTheBooks.
O grupo, especializado em transparência governamental, publicou um relatório denunciando que os recursos foram administrados pelo Escritório de Reassentamento de Refugiados (ORR), vinculado ao Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS).
A investigação revelou que os bilhões gastos incluíram ajuda para acessar o Medicaid (sistema público de saúde dos EUA), construção de crédito para abertura de empresas e assistência financeira direta.
Além disso, o ORR teria bancado “ajuda legal”, “orientação cultural” e até “moradia emergencial” para imigrantes ilegais. Segundo o relatório, essas políticas atuam como um “ímã” para a imigração ilegal, incentivando ainda mais a crise na fronteira.
Os gastos dispararam nos últimos anos, segundo o relatório. Apenas em 2023, o governo gastou US$ 10 bilhões, quase o triplo do montante de 2021.
Em seu orçamento de 2023, o próprio ORR sugeriu ampliar ainda mais o acesso de imigrantes ilegais a benefícios, propondo garantir assistência legal para menores vindos da Ucrânia e do Afeganistão, facilitar a concessão de residência permanente e eliminar a exigência de que refugiados busquem autossuficiência econômica o mais rápido possível.
O relatório também reacende outro escândalo: o próprio governo admitiu que perdeu o rastro de quase 300 mil crianças imigrantes desacompanhadas. O Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) transferiu 448 mil menores de idade ao ORR entre 2019 e 2023, mas 291 mil deles desapareceram do radar das autoridades, levantando suspeitas de tráfico humano e exploração infantil.
Além do ORR, outras agências federais também foram acusadas de gastos excessivos na crise migratória.
Elon Musk revelou recentemente que a Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA) desembolsou US$ 59 milhões em apenas uma semana para cobrir despesas com imigrantes ilegais em Nova York, incluindo hospedagem em hotéis de luxo. A FEMA, por sua vez, enfrenta um déficit de US$ 8 bilhões em seu Fundo de Ajuda a Desastres, agravado após o furacão Helene.
A investigação ainda aponta um possível conflito de interesse no comando do ORR. A então diretora Robin Dunn Marcos trabalhou por 23 anos no International Rescue Committee (IRC) e por quatro anos na Church World Services, duas ONGs que mais receberam dinheiro do ORR. Apenas entre 2023 e 2024, o IRC faturou US$ 336 milhões em repasses do governo, sendo a organização mais beneficiada no período.
Conheça a OpenTheBooks
O OpenTheBooks é uma organização sem fins lucrativos dedicada à transparência governamental, conhecida por divulgar e fiscalizar gastos públicos nos EUA.
O grupo já realizou milhares de solicitações de Liberdade de Informação (FOIA) e seus relatórios foram citados em grandes veículos de imprensa.
Diante do aumento sem precedentes nos gastos, cresce a pressão para que o congresso americano investigue se o dinheiro público está sendo utilizado para assistência emergencial legítima ou se está, na prática, estimulando a imigração ilegal em massa.
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Comentários (1)
FRANCISCO JUNIOR
16.02.2025 21:53É totalmente coerente querer investigar se $ público está sendo gasto irregularmente ou com pessoas que não deveriam receber. O problema está quando se corta totalmente essas despesas, ou acabam com agências, antes dessa investigação ser feita.