Incêndio em fábrica no Rio deixa feridos e impacta Carnaval
A tragédia expôs falhas na fiscalização e reforçou a precariedade das condições de trabalho de muitos profissionais envolvidos na indústria do Carnaval
O incêndio na fábrica Maximus Confecções, em Ramos, na Zona Norte do Rio de Janeiro, deixou um saldo de 21 feridos até o momento, sendo nove em estado grave.
O fogo, que começou na manhã desta quarta, 12, consumiu rapidamente a estrutura do local e mobilizou cerca de 90 bombeiros em uma operação de resgate. Imagens aéreas mostraram trabalhadores presos às janelas, tentando escapar da fumaça densa que tomou conta do ambiente.
Os bombeiros conseguiram resgatar todos os trabalhadores em situação de risco. Entre as vítimas, seis mulheres e três homens foram hospitalizados em estado grave devido à inalação de fumaça. Outros trabalhadores foram atendidos no local e encaminhados ao Hospital Estadual Getúlio Vargas.
Além das consequências para os funcionários, o incêndio trouxe impactos diretos para o Carnaval carioca. A Maximus Confecções era responsável pela produção de fantasias para escolas de samba da Série Ouro, e todo o material foi destruído.
Escolas como Império Serrano, Unidos da Ponte, Unidos de Bangu e Porto da Pedra foram afetadas e agora buscam alternativas para refazer suas fantasias a poucos dias dos desfiles. A Liga RJ, entidade que organiza os desfiles, anunciou uma reunião emergencial para discutir soluções e evitar maiores prejuízos.
O prefeito do Rio garantiu que as escolas atingidas não serão rebaixadas caso não consigam se apresentar na Sapucaí. Há, inclusive, a possibilidade de um desfile honorário para as agremiações prejudicadas.
Enquanto isso, as investigações sobre o incêndio começaram a revelar irregularidades na fábrica. O estabelecimento não tinha autorização do Corpo de Bombeiros para funcionamento, e a empresa constava como inapta na Receita Federal.
Sobreviventes relataram momentos de desespero. Alguns trabalhadores dormiam no local e precisaram abrir caminho com um extintor de incêndio para escapar. Outros tiveram que pular pelas janelas. “Foi muito rápido, o fogo tomou conta de tudo. Graças a Deus, conseguimos sair”, disse um dos funcionários resgatados.
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