EUA: Governo quer anulação de títulos e recordes de atletas trans no esporte feminino
Departamento de Educação quer anulação de títulos conquistados por atletas trans em competições femininas
O governo dos Estados Unidos determinou que a Associação Atlética Universitária Nacional (NCAA) e a Federação Nacional de Associações Estaduais de Ensino Médio (NFHS) retirem os recordes e prêmios conquistados por atletas do sexo biológico masculino que competiram em categorias femininas devido à sua identidade transgênero.
No documento enviado aos presidentes das duas entidades, o governo argumenta que a decisão busca restaurar os títulos, prêmios e reconhecimentos que teriam sido conquistados por atletas do sexo feminino caso não tivessem sido desclassificadas por competidores trans.
“O NCAA e a NFHS devem corrigir imediatamente as injustiças que as atletas femininas sofreram nos últimos anos, quando essas instituições permitiram que homens competissem em times femininos”, escreveu Candice Jackson, vice-conselheira do Departamento de Educação.
O Departamento de Educação informou que vai aplicar a legislação para responsabilizar instituições que “privaram atletas femininas de prêmios, títulos e outros reconhecimentos concedidos a homens permitidos a competir em esportes femininos”.
Entre os casos que podem ser afetados pela decisão está o da nadadora transgênero Lia Thomas (foto), que venceu a prova dos 500 metros livres do campeonato universitário na categoria feminina. Outros títulos conquistados por atletas trans também podem ser revistos.
A ex-nadadora universitária Riley Gaines, que competiu contra Thomas em 2022, elogiou a medida do governo. “Restaurar as conquistas esportivas roubadas a suas verdadeiras donas é um passo crucial para recuperar a integridade e o bom senso no esporte feminino”, afirmou.
A carta do governo também menciona uma ordem executiva assinada pelo presidente Trump, que determina o corte de financiamento federal a escolas que permitam a participação de atletas transgêneros em equipes femininas. No dia seguinte à publicação da ordem, a NCAA mudou sua política para restringir a competição por sexo biológico.
O Departamento de Educação defende que anular os recordes trans é um passo necessário para “corrigir uma injustiça histórica e devolver às mulheres o reconhecimento que lhes foi negado”.
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