Uma operação da PF contra empresa contratada pela PF
R7 Facilities teria contrato assinado com a própria PF no valor de R$ 18 milhões
A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação em Brasília para desarticular um grupo criminoso suspeito de fraudes em licitações com terceirizações de uma empresa, que teve como alvo um contrato assinado com a própria instituição no valor de R$ 18 milhões, segundo o jornal Folha de S. Paulo.
Em fevereiro de 2024, o contrato no valor de R$ 9 milhões foi firmado com a R7 Facilities, e renovado por mais um ano pela mesma quantia, para a prestação de serviços de assistência administrativa na sede da PF e nas unidades do órgão no Distrito Federal.
Familiares teriam se associado para a prática de fraudes em licitações.
De acordo com as investigações, os suspeitos teriam utilizado declaração de dados falsa na administração pública para obterem vantagens indevidas contra outros concorrentes.
Além disso, o grupo utilizava laranjas para ocultar os verdadeiros donos da empresa.
O mesmo grupo possui outros contratos vigentes com órgãos públicos.
Leia mais: “As suspeitas sobre a desembargadora cunhada de Sarney”
Cunhada de Sarney
Em outra investigação, a Polícia Federal (PF) identificou 111 pagamentos (depósitos e/ou transferências) não identificados para a desembargadora do Tribunal de Justiça Nelma Sarney, cunhada do ex-presidente do Senado José Sarney.
Os repasses, segundo a PF, ocorreram entre 2014 e 2022 e somaram 412 mil reais.
A informação consta na íntegra do inquérito da Operação 18 minutos, obtido por O Antagonista. Ainda segundo a PF, nos anos de 2015, 2020 e 2022, a desembargadora – que, segundo a PF, teria“participado ativamente na organização criminosa” – apresentou supostos gastos em cartão de crédito incompatíveis com a sua renda. Os dados foram extraídos a partir da quebra de sigilo bancário da magistrada.
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