Nunes se antecipa à “Lei anti-Oruam”
"Apologia ao crime na cidade de São Paulo não irá acontecer", afirmou o prefeito
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou que a capital paulista não permitirá “apologia ao crime em hipótese alguma“, ao comentar sobre o projeto de lei protocolado pela vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil) com o objetivo de proibir o órgão municipal de contratar artistas que façam “apologia” ao crime organizado.
“Apologia ao crime na cidade de São Paulo não irá acontecer, nós não vamos permitir em hipótese alguma que qualquer um que seja se inscreva nos nossos editais… que faça alguma apologia ao crime seja aceito, seja escolhido. Aqui, a gente não admite, nós não queremos isso, não aceitamos, a sociedade não deseja isso”, disse Nunes em evento com a presença de jornalistas.
Nunes afirmou que a “Lei anti-Oruam”, batizada em referência ao rapper Oruam, filho de um dos líderes de uma organização criminosa do Rio, Marcinho VP, não questiona os gêneros musicais funk ou rap.
“Pelo que eu vi, ela não associou nada do funk ou do rap, ela associou a uma pessoa que, eu não conheço as músicas do rapaz, para você ver que eu tenho bom gosto para música, né? Eu nunca ouvi música desse cara. Pelo que eu vi, ela questionou sobre uma pessoa e não sobre a questão cultural”, disse.
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Boletim de ocorrência
Em janeiro, a vereadora Amanda Vettorazzo registrou um boletim de ocorrência contra Oruam.
O episódio ocorreu após uma intensa troca de acusações públicas nas redes sociais, após Amanda apresentar o projeto de lei na Câmara Municipal que proíbe a contratação, por órgãos públicos, de artistas que promovam apologia ao crime organizado.
Em resposta, o rapper usou suas redes sociais para criticar a parlamentar, chamando a vereadora paulistana de “doente mental” e “idiota”. Além disso, ele teria, segundo a denúncia, incentivado seus seguidores a tentar derrubar o perfil da vereadora.
Vettorazzo formalizou a denúncia no 1º Distrito Policial da Polícia Civil de São Paulo, acusando Oruam de injúria, difamação e incitação ao crime.
Ela disse ter recebido apoio de vereadores de diversas partes do Brasil, interessados em replicar a proposta legislativa em seus municípios.
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