Incêndio na Fábrica Moove despeja resíduos na Baía de Guanabara
Um incêndio na fábrica da Moove, localizada nas proximidades da Baía de Guanabara, desencadeou uma série de ações emergenciais.
Recentemente, um incêndio na fábrica da Moove, localizada nas proximidades da Baía de Guanabara, desencadeou uma série de ações emergenciais para mitigar os impactos ambientais. O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) foi acionado e rapidamente implementou medidas para conter a dispersão de óleo no ecossistema. No domingo subsequente ao incidente, equipes do instituto instalaram boias para cercar e controlar a extensão do poluente, evitando que ele se espalhasse para outras áreas da baía.
A atuação do Inea foi crucial para proteger a biodiversidade local e a qualidade da água. A instalação de barreiras flutuantes é uma técnica comumente utilizada em situações de derramamento de óleo, proporcionando uma solução temporária e eficaz enquanto outras medidas complementares são preparadas. As ações estão sendo monitoradas de perto para garantir o sucesso do cerco à mancha de óleo e a proteção do ambiente.
🔥Incêndio de grandes proporções atinge fábrica de óleos na Ilha do Governador
— JAÉ CARIOCA (@jaecarioca) February 8, 2025
Moradores da Ilha do Governador estão assustados com incêndio e explosões na fábrica de lubrificantes da Moove, do grupo @CosanBrasil, no bairro da Ribeira. Bombeiros e socorristas no pic.twitter.com/U1I4kMOUOd
Como o Ministério Público do Rio de Janeiro está atuando?
Além das ações físicas de contenção, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) está conduzindo investigações para avaliar as causas do incêndio e os danos ambientais associados. Foi anunciado que um relatório técnico será requisitado ao Inea, com informações detalhadas sobre as operações da fábrica e uma avaliação dos impactos ecológicos causados pelo incidente.
Qual o histórico de problemas ambientais na fábrica?
O problema ambiental não é inédito na fábrica que atualmente pertence à Cosan Lubrificantes e Especialidades S/A. Originalmente operada pela Exxonmobil Química LTDA, a unidade já estava no centro de uma ação civil pública movida em 2013 devido à contaminação ambiental pré-existente. A venda da fábrica transferiu as responsabilidades judiciais para a nova proprietária, que em 2024 iniciou discussões sobre um termo de ajustamento de conduta (TAC) para reparar danos ambientais. No entanto, as negociações permanecem inconclusivas devido à complexidade nas definições de indenização.
Quais serão os próximos passos na investigação?
Com o incêndio recente, as tratativas referentes ao TAC foram pausadas, priorizando-se a investigação completa das causas do incidente e seus efeitos ambientais. Além da intervenção do MPRJ, a Polícia Civil, através da 37ª DP (Ilha), está conduzindo uma perícia no local do incêndio. O objetivo é esclarecer definitivamente as circunstâncias do acontecimento e garantir que medidas sejam implementadas para prevenir futuras ocorrências similares.
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