Juiz impede Trump de forçar licença a trabalhadores da USAID
Presidente dos EUA quer reduzir o número de funcionários da agência no exterior
Um juiz federal dos Estados Unidos bloqueou temporariamente as ordens do presidente Donald Trump que iriam colocar em licença milhares de trabalhadores da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).
Nomeado por Trump, o juiz Carl Nichols atendeu na sexta-feira aos argumentos de duas associações de funcionários públicos, que alegaram que as ordens expunham os trabalhadores da agência no exterior a riscos e dificuldades injustificadas.
A Associação de Serviços Estrangeiros (AFSA) e a Federação de Funcionários Públicos (AFGE) afirmaram que o presidente dos EUA não tinha autoridade para desmantelar a USAID sem a aprovação do Congresso.
Deputados democratas também apoiaram esse argumento. No entanto, o juiz recusou o pedido das associações para bloquear o congelamento do financiamento da agência.
A USAID, criada em 1961 pelo presidente John F. Kennedy, é responsável pela administração da ajuda humanitária internacional dos Estados Unidos.
Sob a gestão de Trump, que ordenou a redução da agência, a administração alega que a USAID é ineficiente e subsidia programas de forma desnecessária.
Trump também criticou a insubordinação de funcionários da agência em relação à ordem de suspensão da ajuda humanitária.
A ordem de Trump determinou que os funcionários da agência no exterior e suas famílias tivessem 30 dias para retornar aos Estados Unidos. Segundo o New York Times, quase todos os 10 mil postos de trabalho seriam eliminados, com apenas 290 trabalhadores restantes.
A sede da USAID, localizada no edifício Ronald Reagan, foi fechada desde segunda-feira, 3 de fevereiro, e o logótipo da agência foi removido na sexta-feira, substituído por um saco de lixo.
Trump publicou em sua rede social, a Truth Social, que a USAID estava “deixando a esquerda radical louca” e afirmou que o fechamento da agência era necessário devido a supostas fraudes e corrupção.
O corte nos funcionários da agência é parte de um programa mais amplo de redução de custos liderado por Elon Musk, membro do governo e chefe do Departamento de Eficiência Governamental (Doge). De acordo com a Reuters, 611 trabalhadores essenciais permaneceriam na agência, embora a cifra inicial fosse de 300.
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