De Toni é confirmada líder da Minoria na Câmara
Aliada de Bolsonaro, a deputada catarinense desbancou a concorrência de Carla Zambelli (PL-SP) e reafirmou compromisso com 'agenda conservadora'
A deputada federal Caroline de Toni (PL-SC), que presidiu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nos últimos dois anos, foi escolhida para assumir a liderança do bloco da Minoria na Câmara dos Deputados.
Ao ser escolhida pelo PL como representante da Minoria, De Toni desbancou a concorrência de Carla Zambelli (PL-SP), que cogitava assumir o posto, mas foi desgastada pela cassação sofrida pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).
Aliada do ex-presidente Jair Bolsonaro desde o primeiro mandato, De Toni reafirmou o compromisso com a agenda conservadora, por meio de nota à imprensa. “Assim como na CCJ, trabalharei com compromisso e responsabilidade em prol dos interesses dos brasileiros. Continuaremos barrando e impedindo as atrocidades do atual governo”, afirmou a deputada.
Anistia
De Toni mostrou habilidade política ao comandar a CCJ da Câmara. A anistia, que segue como prioridade para o PL, só não foi votada no colegiado no ano passado após intervenção da base governista sobre Lira, que prometeu instalar uma comissão especial sobre o tema. Na comissão, a oposição tinha os votos necessários para avançar com a proposta.
“Conseguimos ressuscitar o tema na CCJ, a esquerda fez de tudo para atrapalhar”, disse a deputada ao O Antagonista no ínicio de janeiro.
Para a catarinense, as penas aplicadas aos presos do 8 de janeiero precisam de correção.
“Já passou da hora de encararmos a anistia. Lula e sua turma não vão nos parar ou nos calar e, sobretudo, não conseguirão calar o povo. As injustiças precisam ser corrigidas e o preço altíssimo que os condenados estão pagando, com penas que muitas vezes superam as aplicadas a crimes hediondos, precisam acabar”, completou a parlamentar.
Opinião pública
Segundo De Toni, a prova de que o governo Lula está enfraquecido perante a opinião pública foi o ato para rememorar o dia em que prédios da Esplanado foram depredados por manifestantes.
“O evento fracassado de Lula, com meia dúzia de gato pingado, só reforça que a opinião pública não está com ele. O clamor dos brasileiros é uníssono de que a justiça, a verdadeira justiça, precisa ser feita. Já são dois anos, de um triste legado de injustiças que comprometem o estado de direito no Brasil“, disse a parlamentar.
E acrescentou:
“A justiça desproporcional é a vingança. Em seu evento pífio, Lula disse defender a democracia. Qual seria essa democracia? A de Cuba, Nicarágua e Venezuela? Cujos países são governados por aliados de Lula? Lula disse que ninguém foi preso injustamente. Mas como explicamos que uma estátua riscada ocasionou em uma pena de 17 anos? Como explicamos ao Brasil que criminosos tiveram indulto natalino e as mães de filhos pequenos não tiveram?“.
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