Líder do Hezbollah que esteve com Alckmin representará o Irã no Líbano
Naiam Qassem foi nomeado pelo aiatolá Ali Khamenei para representar o regime iraniano em assuntos religiosos
O líder supremo do Irã, aiátolá Ali Khamenei, nomeou nesta quarta-feira, 5, o secretário-geral do grupo terrorista Hezbollah, Naim Qassem, representante oficial do regime teocrático em assuntos religiosos no Líbano.
“O líder da revolução apresentou em um decreto o xeique Naim Qassem, secretário-geral do Hezbollah, como seu representante no Líbano“, disse a mídia estatal iraniana.
Qassem, que estava a 3 metros do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) na cerimônia de posse do presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, representará Khamenei em assuntos religiosos e em pautas “não litigiosas” no Líbano.
O chefe do Hezbollah subiu ao posto máximo, após o exército israelense eliminar os antecessores Hassan Nasrallah e Hashem Safieddine.
Meses depois da solenidade, o antigo chefe do Hamas, Ismail Haniyeh, que também aparece próximo do presidente brasileiro, foi abatido pelas Forças de Defesa de Israel (FDI).
Hezbollah faz parte do “eixo de resistência” ou “eixo do mal“, um grupo formado por organizações terroristas armadas composto por Hamas, Houthis e milícias iraquianas. Esse bloco faz oposição a Israel, Estados Unidos e parte dos países do Ocidente.
Há anos, o regime iraniano financia o grupo terrorista Hezbollah, majoritariamente presente no Líbano, nas ações militares contra Israel.
Leia mais: “Crusoé: Novo chefe do Hezbollah estava a 3 metros de Alckmin na foto“
Pressão dos EUA
O presidente americano, Donald Trump, revelou uma ordem executiva com a intenção do restabelecimento de uma uma campanha de “máxima pressão” sobre o Irã nesta terça-feira, 4.
Segundo o republicano, a ordem é rígida com o regime iraniano comandado pelo aiatolá Ali Khamenei.
“Espero que não tenhamos que usá-la muito“, disse Trump aos repórteres na Casa Branca.
Ao ser perguntado por um jornalista como procederia em caso do Irã tentar assiná-lo, o presidente americano afirmou já existir um “plano” para “aniquilar completamente” o país.
De acordo com o texto, o Departamento de Tesouro emitiria uma série de sanções destinadas a atrapalhar as exportações de petróleo do Irã.
Senadores aliados ao presidente americano defendem maior pressão sobre a “ameaça nuclear iraniana”.
“Eles não estão acabados, mas foram enfraquecidos. E há uma oportunidade de atingir o programa nuclear do Irã de uma forma que não vejo há décadas. E acho que seria do interesse do mundo que dizimássemos a ameaça nuclear iraniana enquanto podemos. Se não o fizermos, nos arrependeremos mais tarde”, afirmou o senador Lindsey Graham.
“Guerra total aos EUA”
Na semana passada, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que os Estados Unidos podem cometer “um dos maiores erros históricos” em eventual ataque às instalações nucleares iranianas.
Segundo Araghci, o regime de Teerã, comandado pelo aiatolá Ali Khamenei, responderia “imediatamente” à investida, o que levaria a uma “guerra total na região”.
Para o ministro iraniano, os dois países deveriam tomar medidas para reconstruir a confiança, a começar pela liberação de fundos congelados pelos americanos.
“Temos um longo relacionamento com a América e, infelizmente, essa história está cheia de eventos e posições muito ruins e negativas, a ponto de inimizade com a República Islâmica do Irã pela América [Estados Unidos]“, disse à rede de TV Al Jazeera.
Araghchi, porém, citou a antiga retórica iraniana de que os Estados Unidos promovem “hostilidades” ao regime.
“Desde o início da Revolução Islâmica e o início da República Islâmica do Irã, enfrentamos regularmente essas hostilidades e ações dos EUA.”
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Claudemir Silvestre
05.02.2025 16:51Esta foto do Alckmin representando o Brasil e o Desgoverno PT vai ficar para a história !! O dia em que o Brasil deu as mãos aos maiores grupos TERRORISTAS do planeta !! Uma VERGONHA TOTAL !!