MP mira delegado citado no caso do delator do PCC
O nome de Alberto Pereira Matheus Junior, delegado classe especial da Polícia Civil, foi encontrado na perícia do celular de um dos suspeitos presos em dezembro
O Ministério Público de São Paulo e a Corregedoria da Polícia Civil cumprem nesta terça-feira, 4, mandados de busca e apreensão contra um delegado citado por Antônio Vinícius Gritzbach (foto), delator do PCC executado no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, em 8 de novembro de 2024.
Segundo o G1, o alvo é Alberto Pereira Matheus Junior, um delegado classe especial, o mais alto nível hierárquico da Polícia Civil, que ocupou postos de destaque no Deic, o Departamento Estadual de Investigações Criminais, e no Denarc, o Departamento Estadual de Investigações sobre Entorpecentes.
O nome do delegado foi encontrado na análise do celular do investigador Eduardo Lopes Monteiro, um dos quatro policiais civis presos em dezembro, acusados de extorquir dinheiro de Gritzbach.
A investigação apontou que Alberto Pereira Matheus Junior fazia pedidos constantes de dinheiro a Eduardo Monteiro. Os pagamentos eram feitos via Pix nas contas da mulher e do filho do delegado.
A suspeita é que os pagamentos fossem um tipo de pedágio pelo cargo ocupado por Eduardo Monteiro.
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Celular perdido?
A operação, contudo, não conseguiu recolher o celular do delegado da Polícia Civil.
Aos responsáveis pelas buscas, ele alegou ter perdido o telefone na segunda, 3, véspera da ação policial.
Alberto Pereira contou que fez até boletim de ocorrência.
Investigações integradas
A execução de Antônio Vinícius Gritzbach está sendo investigado em conjunto pela Polícia Civil e pela Polícia Federal, devido à execução ter ocorrido em um complexo aeroportuário, área de responsabilidade federal.
A decisão foi tomada em comum acordo entre integrantes do governo federal e do Ministério da Justiça. A justificativa para a abertura do inquérito por parte da PF é o fato de a execução, ocorrida em plena luz do dia, ter ocorrido no complexo aeroportuário, de responsabilidade federal.
As autoridades consideram o crime uma demonstração da ousadia do crime organizado e do envolvimento de redes estruturadas para ações letais.
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