Anvisa recebe pedido de banimento do uso de PMMA em preenchimento estético
Conselho Federal de Medicina trouxe à tona preocupações significativas acerca do uso do polimetilmetacrilato (PMMA) em procedimentos estéticos no Brasil.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) trouxe à tona preocupações significativas acerca do uso do polimetilmetacrilato (PMMA) em procedimentos estéticos no Brasil e em uma reunião recente com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o conselho solicitou a suspensão imediata da produção e comercialização de preenchimentos à base do produto.
O CFM reforçou tais preocupações citando entidades importantes, como a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, que ressaltou em 2024 os riscos de seu uso, que podem ir de complicações como infecções até situações mais severas, como a necrose.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia também alertou que o uso do PMMA deve ser restrito a médicos devido aos riscos.
Relatou-se que os procedimentos podem resultar em reações adversas que, além de serem graves, podem ocorrer anos após a aplicação.
Esses riscos sublinham a importância de a comunidade médica e os órgãos reguladores tomarem decisões cuidadosas sobre os produtos usados em tratamentos estéticos.
Usos e riscos do PMMA
O PMMA é um material plástico versátil com aplicações que vão além do setor estético, incluindo componentes para lentes de contato e cimento ortopédico. No entanto, no campo da estética, ele é utilizado principalmente como um enchimento dérmico.
Embora a Anvisa tenha aprovado seu uso apenas para fins corretivos, como em tratamentos de lipodistrofia e correções volumétricas faciais decorrentes de doenças, o uso estético se tornou mais prevalente, resultando em relatos frequentes de complicações no Brasil.
Casos de complicações graves, incluindo a morte de uma influenciadora após um procedimento de aumento dos glúteos, destacam o potencial perigoso desse uso.
Além disso, a aplicação é permitida somente por profissionais qualificados, um ponto que continua a ser brevemente negligenciado em cursos de estética que não exigem formação médica.
Temor dos cursos de estética
O CFM destacou preocupações com o aumento de cursos de estética que não exigem formação médica, apesar de ensinarem técnicas invasivas como a aplicação de PMMA.
Dados indicaram que 98% desses cursos não visam profissionais médicos, o que gera um cenário alarmante de práticas inadequadas.
O CFM já manifestou o desejo de combater o que considera uma invasão de competências exclusivas da medicina, visando proteger tanto os profissionais de saúde quanto os pacientes.

Anvisa: Medidas de segurança e políticas regulatórias
Instituições como o CFM estão pressionando por normas mais rígidas para assegurar que a aplicação de PMMA seja realizada por profissionais qualificados.
Essa iniciativa visa garantir a segurança dos pacientes e incentivar a conformidade com a legislação existente, que define claramente as responsabilidades e competências de cada profissional.
A ideia é estabelecer um pacto para promover a segurança do paciente e defender o ato médico contra práticas ilegais.
Caminho a seguir para o uso do PMMA
A discussão sobre o uso do PMMA no Brasil está longe de ser resolvida, mas os passos dados pelas entidades médicas mostram uma atitude proativa em busca de soluções.
Limitar o uso do PMMA e educar tanto profissionais quanto o público ajudam a mitigar riscos associados.
No futuro, espera-se que essas diretrizes protejam os pacientes de procedimentos estéticos irresponsáveis e garantam tratamentos seguros e eficazes.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)