Juiz suspende ordem de Trump contra cidadania por nascença
Republicano afirmou que irá recorrer da decisão que suspendeu a assinatura da ordem executiva
Um juiz federal bloqueou temporariamente a ordem executiva assinada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que coloca fim à garantia constitucional de cidadania por nascença.
Na decisão, o magistrado John Coughenour acatou os argumentos dos estados do Arizona, Illinois, Oregon e Washington, que alegam que a 14ª Emenda e a Suprema Corte do país já consolidaram o direito.
Vários grupos de direitos de imigrantes e 22 estados moveram ações contra a ordem executiva de Trump.
O republicano prometeu recorrer.
“Obviamente, nós vamos recorrer“, disse Trump.
Em 2022, o governo registrou 255 mil nascimentos de crianças filhas de mães que vivem ilegalmente no país. Os Estados Unidos são um dos 30 países nos quais se aplica a cidadania de nascença.
Na ordem assinada por Trump, pelo menos um dos pais tem que ser reconhecido como cidadão americano para que o direito se estenda à criança.
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CBP One
Em um de seus primeiros atos como presidente, Trump suspendeu a utilização da aplicação CBP One, uma ferramenta que possibilitava os imigrantes entrarem pela fronteira sudoeste do país com direito a trabalho.
Pouco tempo depois da cerimônia, o site da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) publicou um aviso sobre o cancelamento dos agendamentos prévios em oito portos de entrada:
“A partir de 20 de janeiro de 2025, as funcionalidades do CBP One™ que anteriormente permitiam que estrangeiros indocumentados enviassem informações antecipadas e agendassem compromissos em oito portos de entrada da fronteira sudoeste não estarão mais disponíveis, e os compromissos existentes foram cancelados“, diz o site.
Esta ferramenta possibilitou a entrada de quase um milhão de pessoas com direito a status de trabalho. O CBP One registrou a média de mais de 1.400 agendamentos por dia.
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