Trump discursa por videoconferência do Fórum Econômico Mundial
Centenas de pessoas se aglomeraram no centro de convenções na quinta-feira, 23 de janeiro, para ouvir o discurso do presidente americano
Donald Trump participou por videoconferência do Fórum Econômico Mundial em Davos. Centenas de pessoas se aglomeraram no centro de convenções na quinta-feira, 23 de janeiro, para ouvir o discurso do presidente americano recém-empossado.
Trump pulou de tópico em tópico sem se deter em nenhum deles por muito tempo. “Uma revolução ocorreu nas últimas 72 horas. Entraremos no futuro mais prósperos e seguros”, afirmou, enfatizando o modo como exige respeito de outros países.
Nos primeiros minutos de seu discurso, o novo presidente dos EUA listou tudo o que já havia iniciado, inclusive nas áreas de energia e clima: “Deixamos as pessoas comprarem os carros que quiserem”, disse Trump em referência à promoção de carros elétricos.
Ele chamou o New Deal Verde aprovado por seu antecessor Joe Biden de “Novo Golpe Verde”.
“Absurdo de diversidade e inclusão”
Depois ele falou sobre a Ucrânia. Para acabar com a guerra, o preço do petróleo precisa cair. Continuou falando conta o “absurdo de diversidade e inclusão” e reafirmando que, a partir de agora, haverá apenas dois gêneros nos EUA: homem e mulher.
Autoconfiante, Trump disse que conseguiu mais em quatro dias do que outras administrações conseguiram em quatro anos. Por exemplo, sua equipe negociou o cessar-fogo entre Israel e o Hamas.
Em seu discurso, Trump não mencionou que o governo Biden também estava envolvido nas negociações.
Europa
Trump criticou a União Europeia. “A Europa está tratando os Estados Unidos de forma muito injusta”, disse ele.
Em contrapartida, ele ameaçou impor tarifas às empresas que não quisessem fabricar seus produtos nos EUA.
A receita obtida com isso teria como objetivo fortalecer a economia americana e, ao mesmo tempo, ser usada para reduzir a altíssima dívida nacional dos EUA.
Perguntas e respostas
Após o discurso, Trump respondeu a perguntas de empresários de destaque dos EUA e da Europa, incluindo Brian Moynihan, CEO do Bank of America, e Ana Botin, presidente do Banco Santander.
Quando questionado sobre a guerra na Ucrânia, Trump disse que agora era a vez do presidente russo Vladimir Putin aceitar o acordo.
“A Ucrânia está pronta para um acordo”, disse ele. A guerra, que já dura quase três anos, é terrível. Se fosse presidente na época, Putin nunca teria invadido a Ucrânia, afirmou Trump.
Trump ofuscou o Fórum Econômico Mundial durante toda a semana, mesmo não estando presente. Em 20 de janeiro, Davos voltou sua atenção para os Estados Unidos, onde Donald Trump foi empossado como presidente dos Estados Unidos.
E enquanto muitos chefes de estado importantes se reuniam nos alpes suíços, Trump assinou uma ordem executiva após a outra em uma velocidade vertiginosa no início desta semana.
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