Cruz Vermelha recebe reféns israelenses libertadas pelo Hamas
Doron Steinbrecher, Emily Damari e Romi Gonen foram entregues a representantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha
O grupo terrorista Hamas libertou neste domingo, 19, três reféns israelenses na Faixa de Gaza, conforme previsto no acordo de cessar-fogo mediado entre Israel e líderes do grupo terrorista.
As três mulheres – Doron Steinbrecher, Emily Damari e Romi Gonen – foram entregues a representantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), que coordena o transporte para posições controladas pelo Exército de Israel.
Imagens de televisão ao vivo mostraram três reféns saindo de um veículo cercado por homens armados do Hamas. As reféns entram em veículos do Comitê Internacional da Cruz Vermelha enquanto a multidão gritava o nome do braço armado do Hamas.
“As três reféns foram oficialmente entregues à Cruz Vermelha na Praça Al-Saraya, no bairro de Al-Rimal, no oeste da Cidade de Gaza”, disse um oficial do Hamas à AFP. “Isso ocorreu depois que um membro da equipe da Cruz Vermelha se encontrou com elas e garantiu seu bem-estar.”
Helicópteros das Forças de Defesa de Israel (IDF) aguardam para levá-las a hospitais, onde passarão por avaliações médicas. Familiares das reféns enviaram itens pessoais a bordo das aeronaves.
Leia também: Quem são as três reféns israelenses na lista do Hamas a serem libertadas
Troca de prisioneiros
Em contrapartida, Israel deve soltar 90 prisioneiros palestinos, incluindo mulheres e menores de idade, detidos em prisões do país.
De acordo com o jornal israelense Haaretz, o processo de transferência dos prisioneiros palestinos começou por volta das 15h (horário local).
Do total, 78 serão enviados para a Cisjordânia e 12 para Jerusalém Oriental. Todos passarão por exames médicos e verificações de identidade antes de serem entregues à Cruz Vermelha ou à Polícia de Israel, dependendo do destino.
Atrasos e tensões
O início do cessar-fogo foi atrasado em cerca de três horas devido à demora do Hamas em enviar a lista com os nomes das reféns a Israel.
O grupo terrorista atribuiu o atraso a “complicações no terreno e à continuidade dos bombardeios”.
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