Família Bolsonaro em peso no Congresso?
Ex-presidente projeta quatro filhos e a ex-primeira-dama Michelle em cargos legislativos de Brasília
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que pretende lançar a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e Flávio Bolsonaro (PL), tentando novo mandato, ao Senado Federal nas eleições gerais de 2026, durante entrevista ao canal da Revista Oeste no Youtube.
Segundo Bolsonaro, o filho Jair Renan (PL), vereador em Santa Catarina, e Carlos Bolsonaro (PL), vereador no Rio de Janeiro, são opções para a Câmara dos Deputados.
Sobre Michelle, o ex-presidente afirmou que a senadora Damares Alves (Republicanos) reconheceu a importância da ex-primeira-dama na eleição dela à Casa:
“A própria Damares disse que Michelle foi decisiva à campanha dela. Damares é uma surpresa positiva. Michelle teria o apoio da Damares, e o meu“, disse.
Bolsonaro disse que o PL (Partido Liberal) possui novas lideranças surgindo, citando o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), e que o PT (Partido dos Trabalhadores) se limita a ter nomes já conhecidos:
“Nós temos jovens lideranças no PL. O PT não tem jovem liderança. Tem nomes aparecendo. Talvez não temos ainda lideranças de âmbito nacional. Por isso insisto em buscar meu direito“, afirmou.
Michelle na posse de Trump
Impedido de ir à posse de Donald Trump na próxima segunda-feira, 20 de janeiro, por estar com o passaporte retido, Bolsonaro já escolheu quem será seu representante: a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (foto).
“Essa questão do passaporte ainda está em jogo. Tenho equipe de advogados que pediram para não entrar particularidades [do caso], porque cabe recurso ainda”, disse Bolsonaro em entrevista ao site da Revista Oeste.
“A boa notícia é que no sábado de manhã no Aeroporto de Brasília tem voo, e minha esposa irá para lá. Está convidada. Ela vai fazer sua parte”, acrescentou.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes rejeitou o pedido de liberação do passaporte de Jair Bolsonaro para que ele pudesse participar da posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump.
Na manifestação, Moraes afirmou que desde a concessão da medida, não houve “qualquer alteração fática que justifique a revogação da medida cautelar, pois o cenário que fundamentou a imposição de proibição de se ausentar do país, com entrega de passaportes, continua a indicar a possibilidade de tentativa de evasão do indiciado”.
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