Policial suspeito de assassinar delator do PCC é preso em SP
Além do cabo Dênis Antônio Martins, outros 14 policiais foram detidos preventivamente pela Corregedoria da PM por envolvimento com o PCC
A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo cumpriu nesta quinta-feira, 16, ao menos 15 mandados de prisão e sete de busca e apreensão contra policiais suspeitos de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Entre os presos está o cabo Dênis Antônio Martins, acusado de ser o autor dos disparos que mataram Antônio Vinícius Gritzbach, delator do PCC executado no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, em 8 de novembro de 2024.
Dos 15 policiais presos, 13 atuaram na escolta de Gritzbach em algum momento.
“Existem algumas linhas de investigação, mas ainda não se sabe quem é o mandante”, afirmou o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, em entrevista coletiva.
Ainda segundo Derrite, o suspeito de ser atirador foi preso pelo crime de organização de militares para praticar violência, que está previsto no Código Militar, e não pela morte do delator, que segue sob investigação.
“Um oficial era o chefe que gerenciava a atividade de segurança pessoal ilícita do Vinicius. O outro oficial, que favorecia alguns PMs com suas escalas, dava folga aos policiais e fazia intermediação de escalas para os policiais”, afirmou o corregedor da Polícia Militar de São Paulo, coronel Fábio Sérgio do Amaral.
Todos os policiais foram detidos preventivamente por 30 dias e vão responder a processo administrativo, que pode resultar na expulsão da PM.
Eles também podem ser alvo de processo criminal.
Investigações integradas
O caso está sendo investigado em conjunto pela Polícia Civil e pela Polícia Federal, devido à execução ter ocorrido dentro de um complexo aeroportuário, área de responsabilidade federal.
A decisão foi tomada em comum acordo entre integrantes do governo federal e do Ministério da Justiça. A justificativa para a abertura do inquérito por parte da PF é o fato de a execução, ocorrida em plena luz do dia, ter ocorrido no complexo aeroportuário, de responsabilidade federal.
As autoridades consideram o crime uma demonstração da ousadia do crime organizado e do envolvimento de redes estruturadas para ações letais.
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