Opositor asilado na embaixada argentina em Caracas se entrega
É importante notar que Mottola é o único entre os seis acusados que não integra o grupo político de María Corina Machado
Fernando Mottola decidiu se entregar às autoridades do regime venezuelano após uma longa permanência na Embaixada da Argentina em Caracas. Após acordos que garantiram medidas cautelares, Mottola está agora em sua residência.
Nesta quinta-feira à noite, Mottola deixou o recinto diplomático e se entregou às forças de segurança que cercavam a embaixada. A decisão veio em um momento de intensa pressão sobre os opositores dentro da sede, que enfrentavam um cerco policial rigoroso.
A situação na embaixada foi severamente complicada, com cortes no fornecimento de eletricidade e água, além do bloqueio das comunicações, estratégias utilizadas pelo regime para forçar os opositores a se renderem.
Embora a Argentina tenha reconhecido o pedido de refúgio dos opositores, o governo de Nicolás Maduro se recusa a emitir os salvo-condutos necessários para que possam deixar o país. Todos os envolvidos enfrentam acusações como “traição à Pátria”, “associação para delinquir” e “terrorismo”.
É importante notar que Mottola é o único entre os seis acusados que não integra o grupo político de María Corina Machado.
Recentemente, a Colômbia tentou intermediar a situação delicada, dada a escassez de recursos básicos enfrentada pelos opositores na embaixada. No entanto, Maduro condicionou qualquer negociação à entrega de um agente chavista e à permissão para a saída de Jorge Glas, ex-vice-presidente do Equador, atualmente detido sob acusações de corrupção.
O governo equatoriano confirmou que se opôs à solicitação, afirmando que “não permitirá a corrupção nem é aliado de ditaduras”.
As últimas semanas foram marcadas por tensões crescentes devido à crise diplomática gerada pelo cerco realizado pelas forças de segurança ao prédio da embaixada há quase um mês. A sede diplomática está cercada por policiais armados e enfrenta cortes nos serviços básicos; um funcionário da embaixada argentina foi detido durante este período.
Sequestro de militar argentino
O presidente da Argentina, Javier Milei, comentou no dia 17 de dezembro o sequestro do guarda argentino Nahuel Gallo pelas forças do regime chavista de Nicolás Maduro no dia 10 de dezembro.
Em evento no Colégio Militar de Buenos Aires, Milei chamou Maduro de “ditador criminoso“:
“Em primeiro lugar, e antes de iniciar o discurso, quero referir-me ao sequestro ilegal de Nahuel Gallo na Venezuela.Foi detido pelas Forças de Segurança a cargo do ditador criminoso Nicolás Maduro pelo único crime de visitar a sua companheira e o seu filho“, afirmou o presidente argentino.
Milei falou que a Argentina irá “esgotar todos os canais diplomáticos” para Nahuel Gallo ser devolvido em segurança.
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