PF pericia celular de Braga Netto
Ex-ministro de Bolsonaro está preso preventivamente desde o sábado, 14, sob o argumento de que tentava obstruir as investigações
A Polícia Federal (PF) começou a periciar o aparelho celular do general Braga Netto, ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL), preso preventivamente no sábado, 14, sob o argumento de que estava tentando obstruir as investigações sobre a tentativa de golpe de Estado.
A perícia também está analisando os equipamentos do coronel da reserva Flávio Botelho Peregrino, alvo de buscas e apreensão. A PF pretende buscar novas informações para complementar as investigações.
O ex-vice de Bolsonaro e senador Hamilton Mourão (Republicanos) e o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), vão ingressar com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo autorização para visitar Braga Netto na 1ª Divisão de Exército, na Vila Militar, onde está preso.
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Acusações contra Braga Netto
O general é investigado por tentar acessar informações da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
Em depoimento à PF, Mauro Cid afirmou que o general e outros intermediários entraram em contato com seu pai, o general Mauro Lourena Cid, buscando detalhes sobre a colaboração premiada
Defesa e reação
A defesa do general negou qualquer tentativa de obstrução e afirmou que não há fundamento para a prisão preventiva.
Já a Procuradoria-Geral da República (PGR) justificou a medida como necessária para evitar interferências no caso.
A PGR ainda avalia os resultados das investigações para decidir se apresentará denúncias formais contra os indiciados.
A Operação Contragolpe investiga eventos ligados à tentativa de reverter o resultado das eleições de 2022. O inquérito da PF, concluído no início de dezembro, indiciou 37 pessoas por crimes como conspiração, obstrução de justiça e planejamento de atos contra o Estado democrático de direito.
A prisão
No sábado, Braga Netto foi preso em sua residência, no bairro de Copacabana, no Rio.
Desde então, o general está sob custódia do Exército no Comando Militar do Leste.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) vai avaliar a possibilidade de apresentar denúncia formal contra os indiciados no inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado.
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