Um cruzamento em Curitiba recebeu um semáforo com inteligência artificial
Semáforo com inteligência artificial chega ao Umbará, em Curitiba
Um cruzamento pedido pelos moradores acaba de virar laboratório de trânsito em Curitiba. Um semáforo com inteligência artificial começou a operar às 10h de 30 de junho de 2026, no encontro das ruas Nicola Pellanda e Vereador Ângelo Burbello, no bairro Umbará. É o 45º equipamento do tipo na capital paranaense.
Como funciona o semáforo com inteligência artificial de Curitiba?
O nome técnico é sistema adaptativo semafórico. Câmeras e sensores instalados nos postes contam quantos veículos e pedestres estão esperando em cada rua. Um algoritmo lê essa informação em tempo real e decide, sozinho, quanto tempo cada sinal fica verde.
Se um caminhão trava a Rua Nicola Pellanda, o sistema aumenta o verde nessa direção. Se uma escola solta os alunos e enche a calçada, o tempo de travessia dos pedestres cresce. A programação nunca é fixa. É o oposto do semáforo comum, que segue o mesmo ciclo o dia inteiro.

Por que o Umbará entrou na lista?
A instalação nasceu de um pedido feito pelo morador José Chiminello no aplicativo Curitiba 156 e virou obra depois de votação no programa Fala Curitiba. O cruzamento tem 3 problemas somados:
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Quanto Curitiba investiu em semáforos com IA?
Só em 2025, a Superintendência de Trânsito de Curitiba aplicou cerca de R$ 12 milhões na tecnologia adaptativa. O sistema já opera em 44 vias, e o Umbará é a novidade mais recente. A revitalização de um único cruzamento pode passar de R$ 223 mil, como aconteceu no Sítio Cercado em fevereiro de 2026.
Veja a diferença prática entre o semáforo antigo e o novo:
| Item | Semáforo tradicional | Semáforo com IA |
|---|---|---|
| Tempo dos sinaisVerde e vermelho | Fixo, pré-programado | Ajusta em tempo real |
| Leitura do fluxoVolume de carros | Nenhuma | Câmeras e sensores |
| Fila em horário de picoManhã e tarde | Cresce sem controle | Redução esperada |
| Segurança do pedestreTravessia | Tempo padrão | Prioridade adaptável |
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O que muda para o motorista e para o pedestre?
No dia a dia, o efeito mais visível é o tempo. O tempo médio de espera no vermelho tende a cair nos horários de pico, porque o verde acompanha a demanda. Nos horários vazios, o vermelho não fica preso segurando um único carro.
A promessa vai além do trânsito. Menos tempo com o motor parado significa menos combustível queimado e menos poluente no ar. E o pedestre, que geralmente é o mais prejudicado quando o cruzamento vira estacionamento, ganha semáforo próprio para atravessar. O Umbará entra agora nesse pacote, e a expectativa da Setran é que outros cruzamentos críticos da capital recebam a mesma tecnologia até o fim de 2026.
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