Israel anuncia resposta a Macron após veto em feira naval
Em junho, o governo francês tomou decisão semelhante ao excluir empresas israelenses de outra feira
O ministro israelense das Relações Exteriores, Israel Katz, anunciou neste domingo, 20, o início de “ações legais e diplomáticas” contra a decisão do presidente francês, Emmanuel Macron (foto), de vetar a participação de empresas israelenses em uma feira da indústria de defesa naval.
A Euronaval ocorre entre 4 e 7 de novembro, e deve reunir cerca de 500 empresas.
“O boicote, pela segunda vez, às empresas israelenses, por meio da imposição de condições inaceitáveis, é uma medida antidemocrática que também é inaceitável, especialmente entre nações amigas”, escreveu Katz no X.
Em junho, o governo francês tomou uma decisão semelhante ao excluir empresas israelenses de outra feira, a Eurosatory 2024. Na ocasião, o Ministério das Forças Armadas afirmou que “não havia condições” de receber fabricantes de armas israelenses.
A relação tensa entre Macron e o governo israelense endureceu ainda mais na última terça-feira, 15 de outubro, em uma discussão que se concentrou no papel da ONU na criação do Estado de Israel.
“Senhor Netanyahu não deve esquecer que o seu país foi criado por uma decisão da ONU”, disse Macron durante o Conselho de Ministros. “E, portanto, este não é o momento de nos afastarmos das decisões da ONU”, acrescentou, dirigindo-se ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Netanyahu X Macron
As trocas de farpas ocorre em um momento em que a França apela insistentemente por um cessar-fogo tanto em Gaza quanto no Líbano.
Em 5 de outubro, o presidente francês fez um apelo dirigido principalmente aos Estados Unidos para interromper o fornecimento de armas.
“Vergonha!”, rebateu o primeiro-ministro israelense em um vídeo, dizendo que “todos os países civilizados deveriam permanecer firmemente ao lado de Israel” que “está lutando contra as forças da barbárie lideradas pelo Irã”.