Autora que renega Islã aponta três ameaças à civilização ocidental

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Autora que renega Islã aponta três ameaças à civilização ocidental

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5 minutos de leitura 13.11.2023 10:10 comentários
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Autora que renega Islã aponta três ameaças à civilização ocidental

Autora somali-holandesa-americana de livros com críticas contundentes ao Islamismo, Ayaan Hirsi Ali publicou, no sábado, 11, um artigo no qual...

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Autora que renega Islã aponta três ameaças à civilização ocidental
Foto: Aha Foundation

Autora de livros com críticas contundentes ao Islamismo – como “A virgem na jaula: uma apelo à razão”, “Infiel: a história da mulher que desafiou o Islã” e “Herege: por que o Islã precisa de uma reforma imediata” -, Ayaan Hirsi Ali publicou, no sábado, 11, um artigo no qual declara ter se convertido ao cristianismo.

Nascida e criada nos costumes tribais da Somália, ela sofreu mutilação sexual e espancamentos brutais na infância, foi muçulmana devota doutrinada pela Irmandade Muçulmana, até que, fugindo de um casamento forçado, deparou-se com a liberdade no Ocidente.

Dali em diante, renegou sua religião, virou ateia, lutou pelos direitos das mulheres muçulmanas, tornou-se deputada na Holanda, passou a morar nos Estados Unidos e a lecionar em Harvard, foi indicada pela revista Time como uma das cem pessoas mais influentes do mundo e está jurada de morte pelo fundamentalismo islâmico.

No texto intitulado “Why I am now a Christian” (“Por que eu sou agora uma cristã”), Hirsi Ali relaciona seu antigo ateísmo à brutalidade de sua educação religiosa sob o Islã e passa a explicar o porquê de sua recente conversão:

“Parte da resposta é global. A civilização ocidental está sob ameaça de três forças diferentes, mas relacionadas: o ressurgimento do autoritarismo e do expansionismo das grandes potências sob as formas do Partido Comunista Chinês e da Rússia de Vladimir Putin; a ascensão do islamismo global, que ameaça mobilizar uma vasta população contra o Ocidente; e a propagação viral da ideologia woke, que está corroendo a fibra moral da próxima geração.”

Segundo ela, nesse combate, os esforços militares, econômicos, diplomáticos e tecnológicos não são suficientes. Seria necessário, então, poder responder à pergunta “o que nos une?”. O que une o Ocidente, afirma a ex-muçulmana e ex-ateia, é “o legado da tradição judaico-cristã”, o qual “consiste num conjunto elaborado de ideias e instituições concebidas para salvaguardar a vida, a liberdade e a dignidade humanas”.

A sua adesão ao cristianismo, porém, não se deve apenas “à compreensão de que o ateísmo é uma doutrina demasiado fraca e divisiva para nos fortalecer contra os nossos inimigos ameaçadores”. “Também me voltei para o cristianismo porque, em última análise, achei a vida sem qualquer consolo espiritual insuportável – na verdade, quase autodestrutiva”, escreve Hirsi Ali. “O ateísmo”, de acordo com a autora, “não conseguiu responder a uma pergunta simples: qual é o significado e o propósito da vida?”

Ela lembra que o filósofo britânico Bertrand Russell e outros ateus ativistas “acreditavam que, com a rejeição de Deus, entraríamos numa era de razão e humanismo inteligente”.

“Mas o ‘buraco de Deus’ – o vazio deixado pelo recuo da Igreja – foi preenchido por uma confusão de dogmas irracionais e quase religiosos. O resultado é um mundo onde os cultos modernos atacam as massas deslocadas, oferecendo-lhes razões espúrias para ser e agir, principalmente através do envolvimento em teatro de sinalização de virtude, em nome de uma minoria vitimizada ou do nosso planeta supostamente condenado.”

Diante dessas afetações de moralidade superior baseadas em discurso politicamente correto que marcam a idelogia woke, Hirsi Ali avalia como “profecia” uma frase atribuída a G. K. Chesterton, escritor britânico de origem anglicana, mas convertido ao catolicismo em 1922: “Quando os homens escolhem não acreditar em Deus, eles não acreditam em nada, tornam-se então capazes de acreditar em qualquer coisa.”

“Neste vácuo niilista”, prossegue ela, “o desafio que temos diante de nós torna-se civilizacional.”

“Não poderemos resistir à China, à Rússia e ao Irã se não conseguirmos explicar às nossas populações por que é importante que o façamos. Não podemos lutar contra a ideologia woke se não pudermos defender a civilização que ela está determinada a destruir. E não podemos combater o Islamismo com ferramentas puramente seculares. Para conquistar os corações e mentes dos muçulmanos aqui no Ocidente, temos de lhes oferecer algo mais do que vídeos no TikTok.

A lição que aprendi nos meus anos com a Irmandade Muçulmana foi o poder de uma história unificadora, incorporada nos textos fundamentais do Islã, para atrair, envolver e mobilizar as massas muçulmanas. A menos que ofereçamos algo tão significativo, temo que a erosão da nossa civilização continue. E, felizmente, não há necessidade de procurar alguma mistura de medicação e atenção plena da nova era. O Cristianismo tem tudo.

É por isso que não me considero mais uma apóstata muçulmana, mas uma ateia decaída. É claro que ainda tenho muito que aprender sobre o Cristianismo. Descubro um pouco mais na igreja todos os domingos. Mas reconheci, na minha longa jornada através de um deserto de medo e de dúvidas, que existe uma maneira melhor de gerir os desafios da existência do que o Islã ou a descrença tinham para oferecer.”

A esquerda brasileira, se fosse coerente, deveria ouvir esta mulher africana, negra, vítima de abusos. Mas agora, mais do que nunca, vai preferir esquecer.

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