TJ-SP determinar que prefeitura adote medidas contra enchentes
Além das ações já determinadas, o tribunal estipulou que o município deve realizar obras adicionais para combater as enchentes no prazo de 210 dias.

Em uma decisão recente sobre situações de enchentes, a 3ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou, em parte, a sentença do juiz André Carlos de Oliveira, da 13ª Vara de Fazenda Pública da Capital.
A decisão obriga o subprefeito de Campo Limpo a implementar ações de limpeza e desassoreamento no Córrego Morro do S. A medida visa mitigar os frequentes alagamentos que afetam a região.
Além das ações já determinadas, o tribunal estipulou que o município deve realizar obras adicionais para combater as enchentes no prazo de 210 dias.
Caso contrário, poderá enfrentar penalidades por omissão, incluindo uma multa diária de R$ 10 mil, limitada a R$ 5 milhões. A decisão também ajustou o prazo para a conclusão de medidas paliativas para 180 dias, conforme solicitado pelo município.
Com informações do Conjur.
Quais são os impactos das enchentes na Vila Ernesto?
Os moradores da Vila Ernesto, em Campo Limpo, enfrentam constantes alagamentos devido às más condições do Córrego do Morro S. Esses eventos têm causado destruição de bens pessoais e interrupções nos serviços públicos locais.
A situação gera um ambiente de risco e incerteza para a comunidade, que depende de uma resposta eficaz do poder público para resolver o problema.

O que diz o tribunal de justiça sobre a omissão do poder público em casos de enchentes?
O desembargador Marrey Uint, relator do recurso, destacou que os moradores têm direito a ações públicas que resolvam os danos causados pelas enchentes.
Ele afirmou que a falta de ação do poder público fere a cidadania e a dignidade dos munícipes, que pagam impostos significativos.
Uint também alertou que a omissão pode resultar em ações indenizatórias futuras, onerando ainda mais o erário.
Quais são as consequências para o município em caso de não cumprimento?
Se o município não cumprir as determinações judiciais, poderá enfrentar uma multa diária de R$ 10 mil, até o limite de R$ 5 milhões.
Além disso, a omissão pode levar a ações judiciais futuras, aumentando os custos para o município.
O tribunal enfatizou a importância de um planejamento adequado para resolver a questão do escoamento hídrico na região.
Como o poder público pode evitar futuras ações judiciais?
Para evitar ações judiciais futuras e proteger o erário, o poder público deve adotar um planejamento eficaz e antecipado para resolver os problemas de escoamento hídrico.
A implementação de medidas preventivas e a manutenção regular das infraestruturas existentes são essenciais para mitigar os riscos de enchentes e proteger a comunidade local.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)