MST aumenta pressão sobre Lula
"Não é razoável que em dois anos o presidente Lula não tenha feito nenhuma agenda", cobrou um dos dirigentes do movimento

O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra) voltou a cobrar o presidente Lula (PT) nesta sexta-feira, 20, por uma participação maior nas agendas do movimento:
Em comunicado, um dos dirigentes do MST, João Paulo Rodrigues, escreveu:
“Não entenda como uma crítica, mas não é razoável que em dois anos o presidente Lula não tenha feito nenhuma agenda em um assentamento ou em uma área de agricultura familiar“.
Na última semana, o líder nacional do MST, João Pedro Stedile, disse que o movimento está “cansado de promessas” e cobrou, “sem ser pessoal”, o petista:
“Medidas que alcancem, de fato, os 70 milhões de trabalhadores que estão na informalidade, criando programas de emprego e renda, com base na reindustrialização do país para produzir em massa os bens de que a população precisa”.
Stedile evita, contudo, ser incisivo para não atingir Lula diretamente.
O líder do MST prefere atribuir culpa ao ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira:
“Um pequeno exemplo. O ministro fez ato público em São Paulo para anunciar o curso de Administração Rural pelo Pronera na UFSCAR [Universidade Federal de São Carlos] há seis meses. O curso não tem um centavo. E a UFSCAR não quer começar. Então, não bastam mais propaganda, retórica, eventos e atos no Palácio. Nós queremos medidas concretas que solucionem problemas reais. E os problemas, quando não resolvidos, só se agravam.”
Invasões
Após anos discretos durante o governo de Jair Bolsonaro, o MST retomou as invasões de propriedade após o início do governo Lula. Em abril, o movimento liderou 32 invasões.
A retomada das ações do movimento levou à instalação de uma CPI na Câmara dos Deputados no segundo semestre de 2023.
A comissão acabou sem resultado prático e sem a votação do relatório final após intervenção do governo Lula.
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