Laboratório de maconha é fechado em Goiânia
Policia Civil de Goiás fecha laboratório clandestino que produzia produtos derivados de cannabis ilegalmente.

Em uma operação recente, a Polícia Civil de Goiás (PCGO) desmantelou um laboratório clandestino dedicado à produção de produtos derivados de cannabis em Goiânia. A ação, realizada em 21 de março, resultou na prisão de quatro indivíduos e na execução de cinco mandados de busca e apreensão. O grupo era responsável pela fabricação e venda ilegal de óleo e shampoo de cannabis, distribuídos por meio de plataformas online para diversas regiões do Brasil.
A operação, batizada de Oil Green, foi conduzida pela Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (DENARC). O foco era desarticular uma rede criminosa que operava sem as devidas autorizações legais, cultivando e comercializando produtos de cannabis sob a alegação de benefícios terapêuticos.
Como funcionava o esquema ilegal?
O grupo investigado mantinha plantações de cannabis sativa em locais residenciais, onde também realizavam a produção de óleos e shampoos. Esses produtos eram promovidos como soluções alternativas para diversas condições de saúde, mas não possuíam a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A venda era realizada através de redes sociais, com cada unidade sendo oferecida por R$ 300.
As atividades do grupo se estenderam por cerca de cinco anos, durante os quais eles conseguiram estabelecer uma rede de distribuição que abrangia todo o território nacional.
Descobertas durante a operação
Durante a operação, a polícia encontrou um apartamento no Setor Bueno, em Goiânia, que servia como laboratório para o grupo. No local, foram descobertas estufas com plantas de cannabis, além de frascos e produtos prontos para a venda. Este espaço era utilizado para todas as etapas de produção, desde o cultivo até o envasamento dos produtos.
Embora a legislação brasileira permita a fabricação e comercialização de produtos de cannabis para fins medicinais, isso só é possível com autorização da Anvisa. Em casos específicos, o plantio para uso pessoal pode ser autorizado judicialmente, mas a venda continua sendo ilegal.
Quais são as consequências legais?
Uma das pessoas envolvidas possuía autorização judicial para o cultivo de cannabis para uso pessoal, mas a investigação revelou que essa permissão estava sendo utilizada para fins comerciais. A Polícia Civil continua a investigar para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
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