Brasília registra caso de sarampo pela primeira vez desde 2021
Um caso confirmado de sarampo no Distrito Federal serve como um alerta para a saúde pública. Symptons, transmissão e prevenção são discutidos.

Recentemente, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) confirmou um caso de sarampo, o primeiro desde 2021. A paciente, uma mulher entre 30 e 35 anos, não precisou de internação e está se recuperando em casa. O sarampo, uma doença altamente contagiosa, estava erradicado no Distrito Federal há quatro anos, mas este novo caso reacende o alerta para a saúde pública.
Os sintomas da paciente começaram a se manifestar no final de fevereiro, com o aparecimento de bolhas avermelhadas na pele no início de março. A SES-DF está monitorando 278 pessoas que tiveram contato com a paciente, a fim de conter a disseminação do vírus. A suspeita é de que a infecção tenha ocorrido durante uma viagem internacional.
Como o sarampo é transmitido?
A transmissão do sarampo ocorre de forma direta, de pessoa para pessoa, através de secreções expelidas ao tossir, falar ou respirar. Essas partículas permanecem no ar, especialmente em ambientes fechados, facilitando a contaminação. As pessoas infectadas são contagiosas cerca de seis dias antes do aparecimento das erupções cutâneas e até quatro dias depois.
Quais são os sintomas do sarampo?
O sarampo inicia-se com febre alta, que pode durar de quatro a sete dias, acompanhada de coriza, tosse e olhos avermelhados. Após três dias, surgem manchas vermelhas na pele, começando pela face e atrás do pescoço, progredindo para os membros inferiores. Essas manchas geralmente desaparecem na ordem em que surgiram, após cerca de três dias.
Quem está em maior risco?
Os grupos mais vulneráveis às complicações do sarampo incluem crianças menores de cinco anos, especialmente as desnutridas, e pessoas com imunodepressão ou em condições de vulnerabilidade. As complicações podem incluir otite média, diarreia, pneumonia e encefalite, sendo que os dois últimos podem ser fatais.
Como prevenir o sarampo?
A vacinação é a principal forma de prevenção contra o sarampo. A vacina tríplice viral, que também protege contra a rubéola e a caxumba, é oferecida gratuitamente nos postos de saúde. Em novembro do ano passado, o Brasil foi novamente reconhecido como livre do sarampo, rubéola e síndrome da rubéola congênita, após ter perdido esse status em 2019.
O recente caso de sarampo no Distrito Federal serve como um lembrete da importância da vacinação e da vigilância contínua para prevenir surtos futuros. A saúde pública depende da imunização coletiva para manter doenças erradicadas sob controle.
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