Bolsonaro: “O juiz apita contra antes mesmo do jogo começar”
O ex-presidente acompanha da primeira fila a sessão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal que pode torná-lo réu

O ex-presidente Jair Bolsonaro, que acompanha da primeira fila a sessão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal que analisa a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra ele, comparou o julgamento a uma partida de futebol.
“Brasil e Argentina em campo hoje às 21h no Monumental de Núñez. Vamos torcer pelos nossos garotos voltarem com a vitória. Já no meu caso, o juiz apita contra antes mesmo do jogo começar… e ainda é o VAR, o bandeirinha, o técnico e o artilheiro do time adversário; tudo numa pessoa só”, escreveu o ex-presidente no X durante o início do julgamento, referindo-se ao ministro Alexandre de Moraes.
A defesa de Bolsonaro sustenta que Moraes deveria ter sido impedido de julgar o caso por ser uma parte envolvida nos fatos investigados.
Bolsonaro na primeira fila
Bolsonaro resolveu ir pessoalmente ao julgamento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) no Supremo Tribunal Federal.
Segundo aliados do ex-presidente, a ideia de Bolsonaro é enfrentar os integrantes da Primeira Turma.
A decisão foi tomada na manhã desta terça-feira, horas antes do julgamento.
Depois do julgamento, o ex-presidente deve se reunir com aliados na sede do PL, em Brasília.
A ideia de Bolsonaro é fazer um pronunciamento após o STF decidir sobre o caso.
O julgamento
Caso o STF acate a denúncia, Jair Bolsonaro será réu por crimes como Golpe de Estado, tentativa de abolição violenta ao Estado Democrático de Direito, organização criminosa; dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
Além do ex-presidente, fazem parte dessa primeira leva de denunciados o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), o almirante e ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o general da reserva e ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional Augusto Heleno, o tenente-coronel e o ex-ajudante de ordens da Presidência da República Mauro Cid, o general e ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira e o general da reserva e ex-ministro da Casa Civil Walter Braga Netto.
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Comentários (2)
Angelo Sanchez
25.03.2025 15:20O que podemos esperar de um Supremo que solta bandidos e faz vista grossa com os corruptos de governos anteriores petistas?? Agora é só aguardar uma possível punição política de Bolsonaro e consequente indignação social em todo o país, podendo haver confrontos de ideologias nas ruas.
Márcio Roberto Jorcovix
25.03.2025 13:30Este cidadão sobrevive de criar inimigos e gerar ódio nas pessoas. É impressionante como seus seguidores lunaticos não percebem isto. Ele transformou até o Alckmin (que não fede nem cheira) em uma pessoa pior que o Lula. Isto para justificar o seu desejo de enfrentar o Lula em 2026