Crise de alimentos fará diminuir críticas sobre política ambiental brasileira, diz Bolsonaro
Jair Bolsonaro disse que a crise global de alimentos irá diminuir a pressão sobre a política ambiental brasileira na Amazônia de seu governo, alvo de críticas generalizadas. Em evento com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o presidente disse acreditar que o conflito com a Ucrânia poderá atenuar a oposição à política ambiental brasileira...
Jair Bolsonaro disse que a crise global de alimentos irá diminuir a pressão sobre a política ambiental brasileira na Amazônia de seu governo, alvo de críticas generalizadas. Em evento com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o presidente disse acreditar que a guerra na Ucrânia poderá atenuar a oposição à política ambiental brasileira.
“A grande crítica à nossa política ambiental começa a se arrefecer pela falta de alimentos no mundo”, disse Bolsonaro. “Na Europa, que tinha regra de deixar 20% da sua terra em repouso, não tem mais isso daí.”
O presidente, assim como Ciro Gomes (PDT), prometeu aos industriais recriar o Ministério da Indústria e Comercio Exterior (MDIC). “Cujo ministro seria indicado pelos senhores, com o perfil dos senhores, para que tenha liberdade de trabalhar”, disse Bolsonaro aos industriais, sob aplausos.
Entre as perguntas dos industriais, houve algum sinal de insatisfação. “Que medidas o senhor contempla para que possamos reverter o curso preocupante da desindustrialização e que nos impede de gerar bons empregos?”, questionou um dos convidados.
A resposta do presidente passou por dizer que a região Nordeste tem potencial de geração de energia elétrica, críticas à Argentina, mudanças no Inmetro e redução do IPI – e a nova promessa do MDIC.
Quando questionado sobre as propostas para inovação científica em um provável segundo mandato, ele tergiversou menos: “Não temos recursos, como o senhor disse, para investir nessa área”, disse, antes de defender o trabalho do ministro Marcos Pontes.
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