Macron vence Marine Le Pen e é reeleito presidente da França

o antagonista

Assine Entre

21.06.2026

logo-crusoe-new
Crusoé
  • Últimas Notícias
  • Brasil
  • Mundo
  • Economia
  • Lado oa!
    • Carros
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Imóveis
    • Tecnologia
    • Turismo
    • Variedades
  • Colunistas
  • Newsletter
Pesquisar Menu
o antagonista X
  • Olá

    Fazer login Assine agora
  • Home

    Editorias

    Newsletter Colunistas Últimas Notícias Brasil Mundo Economia Esportes Crusoe
  • Mídias

    Vídeos Podcasts
  • Anuncie conosco Quem Somos Política de privacidade Termos de uso Política de cookies Política de Compliance Perguntas Frequentes

E siga O Antagonista nas redes

Menu Menu Menu
O Antagonista

Macron vence Marine Le Pen e é reeleito presidente da França

avatar
Mario Sabino
6 minutos de leitura 24.04.2022 15:01 comentários
Mundo

Macron vence Marine Le Pen e é reeleito presidente da França

Emmanuel Macron (foto) venceu o segundo turno eleição presidencial francesa com 58,5% dos votos, contra 41,5% de Marine Le Pen, numa primeira estimativa, para alívio da Europa e dos Estados Unidos. A sua vitória é uma garantia de que a França continuará a ser um pilar da União Europeia, juntamente com a Alemanha, e de que o país não sairá da Otan, a aliança militar do Ocidente, da qual é um dos principais integrantes, com a sua força de dissuasão nuclear e um exército poderoso. Assim, a derrota de Marine Le Pen, que prometia rever acordos com o bloco europeu e retirar a França da Otan, é, por extensão, uma derrota do tirano russo Vladimir Putin...

avatar
Mario Sabino
6 minutos de leitura 24.04.2022 15:01 comentários 0
Macron vence Marine Le Pen e é reeleito presidente da França
Reprodução/LeHuffPost
  • Whastapp
  • Facebook
  • Linkedin
  • Twitter
  • COMPARTILHAR

Emmanuel Macron (foto) venceu o segundo turno eleição presidencial francesa com  58,5% dos votos, contra 41,5% de Marine Le Pen, numa primeira estimativa, para alívio da Europa e dos Estados Unidos. A sua vitória é uma garantia de que a França continuará a ser um pilar da União Europeia, juntamente com a Alemanha, e de que o país não sairá da Otan, a aliança militar do Ocidente, da qual é um dos principais integrantes, com a sua força de dissuasão nuclear e um exército poderoso. Assim, a derrota de Marine Le Pen, que prometia rever acordos com o bloco europeu e retirar a França da Otan, é, por extensão, uma derrota do tirano russo Vladimir Putin — que, em 2017, financiou indiretamente a candidata da extrema-direita, na sua estratégia de causar desordens internas nas democracias ocidentais, a fim de pavimentar o seu sonho imperialista de recuperar territórios e esferas de influência da antiga União Soviética, como ilustra a invasão da Ucrânia.

Emmanuel Macron conseguiu a façanha de ser o primeiro presidente da França reeleito desde 2002, quando o mandato passou de sete para cinco anos. Ao contrário do que ocorreu em 2017, no entanto, quando venceu Marine Le Pen no segundo turno pelo dobro de votos, ele agora só ficou a 17 pontos da adversária, uma distância confortável, mas bem menor. A extrema-direita nunca foi tão longe na França. Há um motivo para isso e ele é pouco ideológico: a percepção de boa parte dos franceses é que, sob Emmanuel Macron, a população perdeu poder de compra, o principal assunto da campanha eleitoral, e que ele foi, no seu primeiro mandato, um presidente que favoreceu os ricos, em detrimento de um dos valores mais caros à república que começou a ser construída no final do século XVIII: o da igualdade. Não vou entrar na discussão do mérito, porque política é percepção construída em determinado contexto cultural, e tal foi ela nessa campanha. Muita gente não votou exatamente a favor de Marine Le Pen, mas contra o seu rival.

Ainda assim, Emmanuel Macron, do La République en Marche, conseguiu permanecer no Palácio do Eliseu. A maioria dos franceses que se dispuseram a votar — a abstenção de 28% foi a mais alta desde 1969 — viu nele um mal menor do que em Marine Le Pen. Foi um segundo turno do voto útil, de ambos os lados. Amanhã, os mercados deverão reagir positivamente ao resultado, uma vez que Emmanuel Macron não representa um risco à estabilidade institucional da França, uma das maiores economias do mundo. Com Marine Le Pen na presidência do país, a instabilidade seria permanente, tanto interna quanto externamente, o que tornaria tudo ainda mais preocupante com a guerra cruenta em curso no continente europeu.

Quando venceu o socialista François Hollande, em 2017, que se autodeclarava “um homem normal”, epíteto com o qual pretendia edulcorar a sua evidente mediocridade, Emmanuel Macron e o seu séquito, a chamada “Macronie”, inauguraram um estilo “jupiteriano”, no qual o inquilino instalado no Palácio do Eliseu passou a se comportar como um monarca absoluto, com um primeiro-ministro emasculado dos seus poderes de governo e resignado a ter um papel decorativo. Embora tenha vencido hoje, Emmanuel Macron não tem motivo para ficar inteiramente tranquilo. Ele corre o risco de as eleições legislativas de junho lhe darem um primeiro-ministro antípoda — e ele pode ser tanto da esfera de Marine Le Pen, da extrema-direita (menos provável), como o próprio Jean Luc Mélenchon, da extrema-esquerda (mais provável, se Emmanuel Macron não fortalecer o seu partido e reunir apoios), que quase passou ao segundo turno da eleição presidencial.

Durante a campanha de segundo turno, Jean-Luc Mélenchon deu as costas a Emmanuel Macron, embora tenha declarado a sua aversão a Marine Le Pen. Disse que, se qualquer um vencesse, isso seria “bastante secundário”, uma vez que ele trabalhava para ser o primeiro-ministro ou ter um preposto dele no cargo, em regime de “coabitação”. Afirmou que será o “terceiro turno”. Marine Le Pen fará o mesmo a partir de amanhã: vai se dedicar com afinco às eleições legislativas. O sistema semipresidencialista francês, no qual o presidente e o primeiro-ministro têm funções executivas, possibilita que ambos sejam de partidos antagônicos — e essa característica tem o potencial de causar impasses na direção do país.

Na Quinta República francesa, inaugurada por Charles de Gaulle em 1958, quando o general foi eleito sob uma nova Constituição que deu mais atribuições ao Executivo, houve três coabitações. A primeira ocorreu entre 1986 e 1988, com o presidente socialista François Mitterrand e o primeiro-ministro republicano Jacques Chirac. A segunda aconteceu entre 1993 e 1995, com o presidente François Mitterrand e o primeiro-ministro republicano Édouard Balladur. A terceira ocorreu entre 1997 e 2002, com o presidente Jacques Chirac e o primeiro-ministro socialista Lionel Jospin. Em todas elas, houve trepidações, mas os partidos e os personagens em questão eram figuras do establishment, nenhum deles tinha um caráter disruptivo. Hoje, com socialistas e republicanos de velha cepa praticamente mortos politicamente, uma coabitação entre um presidente de centro e um primeiro-ministro extremista, e de extremos com muitos pontos em comum, como a aversão à União Europeia, seria bem problemática.

A próxima batalha de Emmanuel Macron será se mostrar menos “jupiteriano” e mais aberto ao diálogo. Ele já prometeu que não promoverá reformas, como a das aposentadorias, sem buscar consensos, inclusive na forma de referendos. É um passo para tentar vencer as eleições legislativas de junho e, assim, evitar uma coabitação seja com o Rassemblement National, de Marine Le Pen, como com o La France Insoumise, de Jean-Luc Mélenchon. A guerra na França, portanto, não acabou.

Nunca foi tão fácil estar bem informado Siga nosso canal no WhatsApp
  • Mais lidas
  • Mais comentadas
  • Últimas notícias
1

Mais um teste para a popularidade artificial de Lula

Mais um teste para a popularidade artificial de Lula
2

Kim Kataguiri desiste de disputar governo de SP

Kim Kataguiri desiste de disputar governo de SP
3

Meloni rebate “ataques sem sentido” de Trump

Meloni rebate “ataques sem sentido” de Trump
4

Avaliação negativa de Lula segue maior que a positiva, aponta Datafolha

Avaliação negativa de Lula segue maior que a positiva, aponta Datafolha
5

Trump sugere pedágio no Estreito de Ormuz em caso de impasse com Irã

Trump sugere pedágio no Estreito de Ormuz em caso de impasse com Irã
6

Datafolha não captou efeito de operação contra Wagner, diz líder do PL

Datafolha não captou efeito de operação contra Wagner, diz líder do PL
7

PF vai investigar invasão em sistema de alertas da Defesa Civil

PF vai investigar invasão em sistema de alertas da Defesa Civil
8

PF vê semelhanças entre caso Jaques Wagner e propina no BRB

PF vê semelhanças entre caso Jaques Wagner e propina no BRB
9

André do Prado se lança ao Senado em ato com Flávio e Tarcísio

André do Prado se lança ao Senado em ato com Flávio e Tarcísio
10

Lula mantém vantagem sobre Flávio Bolsonaro, aponta Datafolha

Lula mantém vantagem sobre Flávio Bolsonaro, aponta Datafolha
1

Lula vai conduzir caso Jaques Wagner “da melhor forma possível”, diz Alckmin

Lula vai conduzir caso Jaques Wagner “da melhor forma possível”, diz Alckmin
2

Site oficial de Neymar manda indireta a Lula

Site oficial de Neymar manda indireta a Lula
3

Governo do DF cobra R$ 1 milhão de ONG ligada a ‘Dark Horse’

Governo do DF cobra R$ 1 milhão de ONG ligada a ‘Dark Horse’
4

PF vê semelhanças entre caso Jaques Wagner e propina no BRB

PF vê semelhanças entre caso Jaques Wagner e propina no BRB
5

“Neymar é craque e Lula é presidente turista”, diz Flávio Bolsonaro

“Neymar é craque e Lula é presidente turista”, diz Flávio Bolsonaro
6

Mais um teste para a popularidade artificial de Lula

Mais um teste para a popularidade artificial de Lula
7

Kim Kataguiri desiste de disputar governo de SP

Kim Kataguiri desiste de disputar governo de SP
8

Presidente da Bolívia decreta estado de emergência

Presidente da Bolívia decreta estado de emergência
9

Apoio de Trump a candidato é indiferente para maioria, diz Datafolha

Apoio de Trump a candidato é indiferente para maioria, diz Datafolha
10

Clarita Maia na Crusoé: Reabilitação política e violência doméstica

Clarita Maia na Crusoé: Reabilitação política e violência doméstica
1

Avaliação negativa de Lula segue maior que a positiva, aponta Datafolha

Avaliação negativa de Lula segue maior que a positiva, aponta Datafolha
2

André do Prado se lança ao Senado em ato com Flávio e Tarcísio

André do Prado se lança ao Senado em ato com Flávio e Tarcísio
3

Lula vai conduzir caso Jaques Wagner “da melhor forma possível”, diz Alckmin

Lula vai conduzir caso Jaques Wagner “da melhor forma possível”, diz Alckmin
4

Flávio usa camisa de Neymar em evento após fala de Lula

Flávio usa camisa de Neymar em evento após fala de Lula
5

Clarita Maia na Crusoé: Reabilitação política e violência doméstica

Clarita Maia na Crusoé: Reabilitação política e violência doméstica
6

Apoio de Trump a candidato é indiferente para maioria, diz Datafolha

Apoio de Trump a candidato é indiferente para maioria, diz Datafolha
7

7 pratos típicos da culinária alemã

7 pratos típicos da culinária alemã
8

Defesa Civil identifica dez alertas falsos e suspende sistema

Defesa Civil identifica dez alertas falsos e suspende sistema
9

Lula mantém vantagem sobre Flávio Bolsonaro, aponta Datafolha

Lula mantém vantagem sobre Flávio Bolsonaro, aponta Datafolha
10

Signo de Câncer: 5 dicas para criar uma relação mais harmoniosa com os nativos

Signo de Câncer: 5 dicas para criar uma relação mais harmoniosa com os nativos

Nunca foi tão fácil estar bem informado Siga nosso canal no WhatsApp

Tags relacionadas

artigo Emmanuel Macron Jean-Luc Mélenchon Marine Le Pen Mario Sabino O Antagonista OTAN União Europeia Vladimir Putin
< Notícia Anterior

Noiva de Carlos Jordy é exonerada após saída de Mario Frias

24.04.2022 00:00 4 minutos de leitura
Noiva de Carlos Jordy é exonerada após saída de Mario Frias
Próxima notícia >

Marine Le Pen reconhece derrota para Macron

24.04.2022 00:00 4 minutos de leitura
Marine Le Pen reconhece derrota para Macron
avatar

Mario Sabino

Mario Sabino é jornalista, escritor e sócio-fundador de O Antagonista. Escreve sobre política e cultura. Foi redator-chefe da revista Veja.

Suas redes

Twitter

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)

Torne-se um assinante para comentar

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)


Icone casa
Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com a Política de cookies.

Seja nosso assinante

E tenha acesso exclusivo aos nossos conteúdos

Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e a Revista Crusoé.

Assine
o antagonista
o antagonista

Redação SP

Av Paulista, 777 4º andar cj 41 Bela Vista, São Paulo-SP
CEP: 01311-914

Anuncie Conosco

Últimas Notícias Brasil Mundo

Economia Lado oa! Colunistas Newsletter

Icone do Twitter Icone do Youtube Icone do Whatsapp Icone do Instagram Icone do Facebook

Quer receber notícias do Antagonista em seu e-mail?

Assine nossa newsletter e receba as principais notícias em seu e-mail

Com inteligência e tecnologia:
Object1ve - Marketing Solution
Quem Somos Hora extra Política de privacidade Termos de uso Política de Cookies Política de compliance Princípios Editoriais Perguntas Frequentes Anuncie
O Antagonista , 2026, Todos os direitos reservados, 25.163.879/0001-13.
Background do rodapé